Porto de Rodrigues Alves é interditado após deslizamento de terra no Acre
Porto interditado após deslizamento em Rodrigues Alves

O porto de Rodrigues Alves, localizado no interior do Acre, foi interditado pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) após um deslizamento de terra às margens do Rio Juruá. O porto é o principal ponto de acesso dos moradores à cidade de Cruzeiro do Sul, por meio de balsas. Com a interdição, as balsas estão temporariamente suspensas, e os moradores que precisam se deslocar entre as cidades devem utilizar a Rodovia AC-407.

Riscos e medidas de segurança

De acordo com o governo, a forte vazante do rio intensificou o processo de erosão e desbarrancamento da margem onde funciona o porto, comprometendo a estabilidade do terreno. A situação coloca em risco a circulação de veículos, motocicletas, pedestres e trabalhadores da travessia. A interdição foi decidida em conjunto com o Deracre, a Prefeitura de Rodrigues Alves, a Polícia Militar do Acre, a Defesa Civil Municipal, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e a Energisa. A medida é preventiva e visa garantir a segurança da população e evitar acidentes.

Prazo de interdição e ações emergenciais

O Deracre informou que a expectativa é de que o porto permaneça interditado por aproximadamente quatro dias. Equipes estão no local monitorando a situação e realizando serviços emergenciais para construir um novo acesso provisório, permitindo o restabelecimento seguro da travessia o mais rápido possível.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Poste cai durante deslizamento

Imagens mostram um poste que caiu dentro do Rio Juruá durante o deslizamento. Felizmente, não houve feridos ou mortos. Um morador alertou para o perigo da rede de alta tensão: “Isso aqui está um perigo, essa rede em alta tensão aqui. Esse poste já virou muito. Se cair aqui, com a quantidade de pessoas que estão aqui, vai matar gente”. O coordenador da Defesa Civil de Rodrigues Alves, José Adgarbe, explicou que o surgimento de rachaduras por erosão na margem é um movimento natural do manancial, agravado pela vazante do Rio Juruá. “O leito do rio está mudando seu trajeto, isso acontece naturalmente toda vez que o rio enche. Na vazante há desbarrancamento, mas está tudo no controle, já vem acontecendo diariamente em pequena proporção”, afirmou.

Atuação da Energisa

A Energisa informou que uma equipe técnica esteve no local no domingo (10) para realizar manutenções e eliminar riscos elétricos. Nesta segunda-feira (11), está sendo feita a realocação de toda a rede elétrica para garantir condições seguras e evitar riscos à população. A distribuidora destacou que transferências de carga foram realizadas para que os clientes da região não tivessem o fornecimento de energia interrompido.

O problema foi identificado em um trecho da margem onde o solo apresentou sinais de erosão e cedeu parcialmente, comprometendo parte do acesso utilizado por motoristas, motociclistas e pedestres.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar