Policial atropelada no Natal volta para casa em avião após 20 dias internada
PM atropelada retorna para casa em avião dos bombeiros

A cabo da Polícia Militar Alline Rodrigues Bastos, de 38 anos, finalmente conseguiu retornar para o convívio da família após um atropelamento grave que sofreu no dia de Natal. O fato ocorreu durante uma abordagem de rotina na cidade de Formosa, localizada no Entorno do Distrito Federal.

Viagem especial para casa

Após vinte dias internada em Goiânia e submetida a cirurgias nas pernas, a policial não tinha condições de enfrentar uma viagem terrestre. Com ambas as pernas fraturadas e imobilizadas, uma simples jornada de carro ou ônibus seria impossível e extremamente dolorosa.

Foi então que, no último dia 14 de janeiro, uma operação conjunta possibilitou seu retorno. Com a ajuda do Comandante Geral e do Subcomandante da PM, e mediante a ação crucial do Corpo de Bombeiros, Alline embarcou em um avião equipado para transporte de pacientes. A aeronave a levou de Goiânia até Posse, cidade próxima de seu lar.

De Posse, uma ambulância completou o trajeto, levando-a finalmente para sua residência em Alvorada do Norte, no nordeste goiano. A distância total percorrida no deslocamento especial foi de aproximadamente 500 quilômetros.

Graves consequências do atropelamento

O acidente, que aconteceu no dia 25 de dezembro de 2025, deixou sequelas severas. Além das múltiplas fraturas nas pernas, que exigirão uma nova cirurgia já agendada para fevereiro, a policial sofreu outros ferimentos graves.

O impacto violento do atropelamento arrancou dois dentes pela raiz e causou fraturas sérias no rosto, incluindo na órbita, na região superior da face e na mandíbula. Ela também fraturou a clavícula e sofreu uma lesão na mão esquerda.

Atualmente, Alline enfrenta grandes limitações. Ela não consegue andar, tem dificuldades para se alimentar e até atividades básicas, como ir ao banheiro, estão comprometidas. Para controlar as dores intensas, principalmente na clavícula, pernas e braços, ela depende de uma série de medicamentos.

Detalhes do crime e apoio familiar

Segundo as investigações da Polícia Militar, o motociclista que atropelou a cabo Alline apresentava sinais de embriaguez, recusou-se a fazer o teste do bafômetro e resistiu à prisão. Após ser detido, ele ainda quebrou o vidro da viatura policial no caminho para a delegacia.

O delegado José Sena afirmou que há indícios de que o condutor teria dirigido intencionalmente em direção à policial. O suspeito foi preso em flagrante e, após audiência de custódia, sua prisão foi convertida em preventiva. Ele responderá por tentativa de homicídio, resistência, dano ao patrimônio público e direção perigosa.

Em meio a toda a dor e ao longo processo de recuperação que ainda a espera, Alline encontra força no apoio da família. Ela descreveu a volta para casa como o maior presente possível, após ter passado por um momento extremo que chamou de "vale da sombra da morte". Cuidados como uma massagem nos pés dada pela filha Nycolle e pela nora Mariana são gestos que a confortam.

Agora, ela aproveita cada momento em casa, onde permanecerá até o retorno a Goiânia para a próxima cirurgia, marcando o início de uma nova etapa em sua luta pela recuperação.