O piloto de helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Marques Monteiro, faleceu neste domingo (17), mais de um ano após ser baleado durante uma operação na Zona Oeste da cidade. A viúva, Keidna Marques, prestou uma homenagem ao marido nesta segunda-feira (18), destacando sua luta: “O Felipe lutou como sempre viveu”.
Histórico do ferimento
Felipe Monteiro foi atingido por um disparo no pescoço em março de 2025, durante uma operação na Vila Aliança, em Bangu. Ele estava internado desde então. Nos últimos dias, seu quadro de saúde se agravou devido a uma infecção após complicações de uma cirurgia de prótese craniana, realizada em 20 de abril. Na sexta-feira (15), a esposa já havia atualizado o estado de saúde, classificando o momento como “muito difícil de lidar”.
Complicações e tratamento
De acordo com Keidna, na quinta-feira (14) o policial apresentou alterações importantes no quadro clínico, necessitando de medicações mais fortes. “A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos. Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando. O caso é considerado grave”, explicou na ocasião.
Desde abril, o estado de saúde de Felipe vinha piorando. No início de maio, ele passou por procedimentos para retirada de hematomas e sangramentos na cabeça, além da inserção de um dreno. No dia 23 de abril, a esposa publicou um histórico indicando que em janeiro ele já havia tido complicações semelhantes. Ele havia recebido alta médica do Hospital São Lucas em dezembro, após nove meses internado, e seguiu para um centro de reabilitação.
Detalhes do ataque
O ataque ocorreu em 20 de março de 2025, quando Felipe sobrevoava a comunidade a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave foi alvejada por criminosos, e o copiloto foi atingido por um tiro de fuzil na região da testa, que perfurou o crânio. Um dos suspeitos foi preso em maio, mas outros seguem foragidos.
Segundo o gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, Renato Ribeiro, o paciente ficou mais de sete meses sob cuidados intensivos, passou por diversas neurocirurgias e outros procedimentos – incluindo comprometimento da calota craniana – e permaneceu em coma por um longo período. “O comandante é um guerreiro que nunca deixou de lutar pela vida e teve o apoio integral da família, parte fundamental para recuperação e adesão ao tratamento”, acrescentou.
Nota do governo
O Governo do Estado do Rio de Janeiro lamentou a morte do policial em nota oficial: “O Governo do Estado do Rio de Janeiro lamenta a morte do policial civil e piloto da CORE, Felipe Marques Monteiro, que foi ferido em março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, quando o helicóptero em que atuava como copiloto foi alvo de disparos de criminosos com fuzis. Desde então, ele travou uma longa, difícil e corajosa batalha pela vida, marcada pela força, fé e dedicação da família, especialmente de sua esposa, mobilizando colegas de profissão, amigos e todos os que torciam por sua recuperação. Neste momento de dor, o Governo do Estado presta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, e reconhece a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado”.



