Operação resgata mais de 100 trabalhadores em condições precárias em galpão de SP
Operação resgata mais de 100 trabalhadores em condições precárias

Uma operação realizada por auditores fiscais do trabalho da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego resultou na interdição de um galpão em São José do Rio Preto (SP) e na identificação de mais de 100 trabalhadores sem registro formal e em condições precárias. A ação ocorreu em centros de distribuição de mercadorias adquiridas por meio de plataformas de marketplace.

Condições degradantes

Durante a operação, os fiscais constataram que os trabalhadores realizavam atividades de carga, descarga, separação e movimentação de mercadorias sem registro em carteira de trabalho. Eles exerciam as funções sem condições adequadas de higiene, conforto e segurança. Os funcionários se alimentavam sentados em calçadas e em áreas improvisadas, sem local apropriado para refeição e descanso. O acesso aos banheiros e instalações sanitárias também era limitado pelos empregadores.

Empresas terceirizadas

Os auditores identificaram ao menos sete empresas terceirizadas atuando no galpão. Até a última atualização desta reportagem, os nomes das empresas não haviam sido divulgados.

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Riscos à segurança

Os trabalhadores não utilizavam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) mesmo em atividades de grande risco à saúde. Muitos atuavam sem orientação e sem treinamento. Entre os principais perigos identificados estão:

  • Circulação insegura de caminhões em áreas compartilhadas com trabalhadores;
  • Ausência de segregação entre fluxo de veículos e pedestres;
  • Risco de atropelamento durante operações logísticas;
  • Carregamento e movimentação manual de cargas em condições inadequadas;
  • Risco de incêndio;
  • Irregularidades em sistemas de prevenção e combate a incêndio;
  • Risco de choque elétrico;
  • Risco de cortes e acidentes com materiais perfurocortantes;
  • Ausência de medidas adequadas de proteção coletiva;
  • Ausência de treinamento adequado para execução das atividades.

Os caminhões ficavam no mesmo espaço ocupado pelas pessoas, aumentando o risco de atropelamentos. A situação foi considerada grave pelos auditores, que interditaram o galpão imediatamente.

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