A Polícia Civil do Rio de Janeiro iniciou na manhã desta segunda-feira (4) uma operação direcionada a integrantes da facção criminosa TCP (Terceiro Comando Puro), suspeitos de participação em uma cadeia de delitos envolvendo aparelhos celulares. De acordo com as autoridades, as práticas criminosas abrangem desde roubos e furtos até o desbloqueio de dispositivos e a realização de fraudes bancárias.
Mandados em comunidades e em São Paulo
São cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em comunidades do complexo do São Carlos, localizado na região central do Rio de Janeiro, além de endereços no estado de São Paulo. Segundo a polícia, o grupo atuava prioritariamente na área central e na zona sul da capital fluminense, concentrando-se na subtração de aparelhos de alto valor.
Esquema de desbloqueio e fraudes
As investigações indicam que, após os roubos, os celulares eram levados para o complexo do São Carlos, onde os criminosos realizavam o desbloqueio dos dispositivos e acessavam os dados das vítimas para efetuar transações bancárias fraudulentas, como transferências e contratação de empréstimos. Em casos de aparelhos com maior nível de segurança, o grupo contava com o apoio de comparsas no estado de São Paulo para viabilizar o desbloqueio.
Operação Rastreio e resultados
Por volta das 10h, ainda não havia informações oficiais sobre o número de presos. A operação foi deflagrada por policiais civis da 6ª DP (Cidade Nova) e conta com o apoio de agentes do DGPC (Departamento-Geral de Polícia da Capital), do DGPE (Departamento-Geral de Polícia Especializada) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais). Essa ofensiva é mais uma etapa da Operação Rastreio, que tem como objetivo combater a cadeia criminosa envolvendo a subtração e a receptação de celulares no Rio de Janeiro. A polícia informa que as ações contínuas já resultaram na recuperação de mais de 13,3 mil aparelhos, dos quais 6 mil foram devolvidos aos seus proprietários.



