
Não deu tempo de evitar. A BR-158, uma daquelas estradas que cortam Mato Grosso como uma cicatriz no mapa, testemunhou mais uma cena trágica nesta quinta-feira, 28 de agosto. Por volta das 7h da manhã, quando o sol já começava a castigar o asfalto, um caminhão carregado até a boca com calcário simplesmente… perdeu o equilíbrio.
O estrago foi imediato. A carga, pesada e instável, virou junto com o veículo—um verdadeiro dominó de aço e pedra. E o motorista, único ocupante daquele monstro de metal, ficou preso nas ferragens. Imagine a cena: metal retorcido, pó de calcário cobrindo tudo como uma neve suja, e o silêncio perturbador que se segue ao estrondo.
O resgate: uma corrida contra o tempo que não vencemos
O Corpo de Bombeiros chegou rápido, até. Mas algumas batalhas, por mais que você corra, já estão perdidas antes mesmo de você chegar. Eles usaram até aquelas ferramentas hidráulicas—os famigos "macacos"—para tentar chegar ao condutor. Trabalho hercúleo, suor e dedicação.
Mas não adiantou. O homem, cuja identidade ainda não foi divulgada (que tristeza, né? Um nome, uma história, uma família esperando), já estava sem vida quando finalmente o alcançaram. A carga, o peso, o impacto… tudo conspirou contra ele.
E agora, José?
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) assumiu o caso e agora tenta desvendar o quebra-cabeça. O que será que aconteceu? Falha mecânica? Excesso de peso—aquela velha e conhecida negligência? Ou simplesmente um momento de distração, um microssegundo que custa uma vida?
O trecho da rodovia, claro, ficou parcialmente bloqueado. O transtorno para outros motoristas foi inevitável, mas, convenhamos, um mero inconveniente perto de uma vida ceifada. A equipe do Instituto Médico Legal (IML) de Tapurah foi acionada para fazer o que resta nesses casos: a remoção do corpo.
Mais um nome na estatística sombria das nossas estradas. Mais uma família que recebe aquela ligação que ninguém quer receber. E a BR-158, impassível, segue seu curso—como se nada tivesse acontecido.