Motorista embriagado atropela e mata duas crianças irmãs em Diadema, Grande SP
O Ministério Público de São Paulo (MP‑SP) apresentou denúncia formal contra o motorista que, em estado de embriaguez, atropelou quatro crianças e causou a morte de duas delas no início deste mês em Diadema, na região metropolitana de São Paulo. As vítimas fatais eram irmãos, com idades de 5 e 10 anos.
Detalhes do trágico atropelamento
O atropelamento ocorreu no dia 3 de abril e foi capturado por câmeras de monitoramento que registraram todo o incidente. A denúncia do MP‑SP foi encaminhada à Justiça na quinta‑feira, 16 de abril, e agora o caso será analisado para determinar se o motorista será levado a júri popular. Ele responde ao processo sob prisão preventiva.
Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos, foi acusado pelo Ministério Público por dois homicídios dolosos por dolo eventual, por ter assumido conscientemente o risco de matar Izaías de Oliveira Santos, de 5 anos, e Sophya de Oliveira Santos, de 10 anos. As crianças foram atingidas enquanto brincavam em frente ao portão de uma residência, falecendo no local do acidente.
Investigação revela consumo de álcool antes do crime
Novos vídeos de câmeras de segurança mostram Demóstenes consumindo cervejas em estabelecimentos comerciais diferentes, em momentos distintos, horas antes do atropelamento fatal. Segundo a Polícia Civil, o motorista descia a rua em alta velocidade, perdeu o controle do veículo, invadiu a calçada e atingiu as crianças. Duas morreram instantaneamente, enquanto outras duas sobreviveram com ferimentos.
As gravações também capturaram o som do impacto, seguido por gritos de desespero de moradores. Em uma das imagens, o pai de uma das crianças sobreviventes aparece abraçando a filha, visivelmente emocionado. Após o acidente, o motorista foi preso em flagrante pela Polícia Militar e, após audiência de custódia, sua prisão foi convertida em preventiva.
Defesa do acusado e argumentos do Ministério Público
Em seu interrogatório na Polícia Civil, Demóstenes admitiu ter bebido devido à separação da esposa e alegou ter se confundido com os pedais do carro. No entanto, o Ministério Público sustenta que não há dúvidas de que ele assumiu o risco de matar ao dirigir após consumir álcool.
Na denúncia, o promotor Willian Ortis Guimarães argumenta que o motorista agiu com dolo eventual, ao dirigir sob efeito de álcool e em velocidade incompatível com a via, colocando em perigo a vida de terceiros. O MP considera a prisão preventiva necessária para garantir a ordem pública e a responsabilização penal.
O motorista também responde por tentativa de homicídio contra as outras duas crianças que sobreviveram ao atropelamento. A defesa de Demóstenes não foi localizada para comentar o caso, deixando as questões jurídicas em aberto enquanto a Justiça prossegue com a análise.



