A aposentada Katia Regina dos Santos, de 66 anos, foi encontrada morta três dias após seu aniversário, em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com a Polícia Civil, o corpo dela foi transportado por aproximadamente um quilômetro dentro de uma cama box e desovado em uma área de mata.
Suspeitos presos
Marcel Roberto Santos, de 38 anos, e Josualdo Jesuino da Silva, de 41, foram presos na quinta-feira (23), suspeitos de envolvimento no crime. Um deles confessou ter ocultado o cadáver após o namorado matar Katia por ciúmes.
Família contesta versão
A família não acredita na versão dos suspeitos. “Quando ela namorava, ela apresentava para a gente. Ele é uma pessoa muito desconhecida para gente. A gente nunca ouviu falar”, afirmou a filha mais velha da vítima, Areta Santos Pereira.
Katia foi mãe solteira e trabalhou para criar seus quatro filhos. Aposentada, dedicava-se aos sete netos.
Filha relembra mãe
A manicure Thayna Regina Santos Pereira, filha mais nova, contou que a mãe era ativa e independente. “Tenho os últimos áudios dela falando: ‘Não, eu vou me cuidar mais, vou cuidar mais da minha saúde, quero viver muito mais anos’”, lembrou. Thayna destacou que a aposentada era tranquila e não tinha desavenças. “Não tinha rixa com ninguém. Ela era até amiga de muita gente. Todo mundo conhecia ela”, disse. “O dizer que sempre falava: ‘Sorte, saúde e felicidade’”, completou.
Areta acrescentou: “Uma senhora que nunca fez mal para ninguém. Sempre procurou ajudar todo mundo.”
Desaparecimento e localização do corpo
A família registrou o desaparecimento após Katia sair de casa em 29 de março e não retornar. O corpo foi encontrado oito dias depois em uma área de mata do Porto de Santos, em estado avançado de decomposição, impossibilitando a verificação de sinais de violência. Os policiais reconheceram a vítima pelas roupas que usava quando desapareceu.
A Autoridade Portuária de Santos informou que o corpo foi achado por funcionários de uma empresa terceirizada que faziam manutenção na mata. O caso foi comunicado à Guarda Portuária, que acionou a Polícia Civil.
Investigação e prisão
A 3ª Delegacia de Homicídios do Deinter 6 investigou o caso, refazendo o trajeto da vítima. Katia entrou em uma casa e não saiu viva; foi retirada do imóvel dentro de uma cama box, transportada por um carrinho de mão. Os suspeitos foram presos na casa onde a mulher entrou pela última vez. No imóvel, a polícia encontrou a bicicleta da vítima. As investigações prosseguem para conclusão dos exames periciais.



