
Era para ser apenas mais uma volta para casa após uma noite intensa de trabalho. Mas o trajeto rotineiro se transformou em tragédia na manhã de sexta-feira, cortando pela raiz a vida de um dedicado profissional da saúde.
Por volta das 8h30, na rodovia MG-447, tudo mudou em questão de segundos. O médico do SAMU, de 56 anos — que sequer teve seu nome divulgado imediatamente — trafegava em seu Fiat Mobi quando, por razões ainda sob investigação, o impensável aconteceu.
Uma colisão frontal com um caminhão. O tipo de acidente que não dá margem para histórias de sobrevivência.
Plantão exaustivo precede tragédia
Testemunhas e colegas relataram que o médico havia acabado de finalizar um plantão particularmente desgastante. Imagina só: horas a fio salvando vidas, para depois ter a sua ceifada de maneira tão brutal no caminho de volta para casa.
O corpo do profissional foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ubá — cidade vizinha que agora guarda os vestígios dessa história mal contada. O caminhão envolvido, pertencente a uma empresa de laticínios, era guiado por um homem de 33 anos que, milagrosamente, saiu ileso.
O que realmente aconteceu na MG-447?
A Polícia Militar ainda investiga as causas precisas do acidente. Especula-se sobre fatores como cansaço extremo, possíveis condições adversas da pista ou até mesmo um mal súbito. A verdade é que, no momento, são todos palpites. A estrada não tem câmeras, e as testemunhas viram apenas o aftermath — o resultado devastador.
O que sabemos: um servidor público, essencial para o sistema de saúde da região, se foi. Deixou familiares, amigos e colegas de profissão em estado de choque. A Secretaria Municipal de Saúde de Visconde do Rio Branco emitiu uma nota de pesar, destacando a dedicação do médico ao serviço público. Mas palavras, convenhamos, são frias consolo para uma perda tão quente de dor.
O Corpo de Bombeiros precisou usar equipamentos pesados para desencarcerar — termo técnico que esconde a violência gráfica da cena. O veículo do médico ficou completamente destruído. Uma imagem que, tenho certeza, vai assombrar quem a viu por muito tempo.
Um alerta sobre desgaste profissional
Isso me faz pensar: quantos outros profissionais voltam exaustos para casa após plantões intermináveis? Quantos dirigem com sono, sob stress extremo, porque o sistema não oferece condições adequadas de descanso?
Não estou dizendo que foi esse o caso — a investigação vai apurar. Mas é inegável que a história desse médico joga uma luz crua sobre uma realidade muitas vezes ignorada: a dos heróis anônimos da saúde que arriscam suas próprias vidas mesmo quando não estão de plantão.
O acidente interdita parte da MG-447 por horas, complicando o tráfego local. Mas o verdadeiro bloqueio é o que ficou no coração de quem conhecia esse médico. Um profissional que saiu de casa para salvar vidas e não voltou.