O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) classificou como “incidente grave” a ocorrência envolvendo um Boeing 737-800 da Gol e um Embraer E195-E2 da Azul no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, no último dia 30 de abril. Segundo o órgão, houve “perda de separação regulamentar”, termo técnico utilizado quando duas aeronaves ficam mais próximas do que a distância mínima de segurança estabelecida pelas regras do Controle de Tráfego Aéreo.
Detalhes do incidente
De acordo com o relatório preliminar divulgado pelo Cenipa no Painel Sipaer, o caso ocorreu às 11h33 do dia 30 de abril. Um avião da Gol, que vinha de Salvador com destino a Congonhas, estava em aproximação para pouso. Simultaneamente, uma aeronave da Azul, autorizada a decolar rumo a Belo Horizonte (MG), estava posicionada na pista. A autorização de decolagem foi posteriormente cancelada pelo controle de tráfego aéreo, mas, durante a arremetida da aeronave da Gol, ocorreu a perda de separação entre os dois aviões.
Manobra evasiva e consequências
O controle de tráfego aéreo determinou uma manobra evasiva para a aeronave que arremeteu, restaurando a separação adequada. A manobra evasiva é uma ação imediata para aumentar rapidamente a distância entre as aeronaves, podendo envolver mudança de direção, altitude ou velocidade. O relatório aponta que nenhuma das aeronaves sofreu danos e não houve feridos. A investigação segue em andamento, e as aeronaves foram liberadas.
Repercussão internacional
O incidente entre os aviões em Congonhas repercutiu em canais estrangeiros especializados em aviação, destacando a gravidade da situação.
Posicionamento das companhias
A Azul informou que o voo AD6408 seguiu todos os procedimentos operacionais previstos e que está colaborando com o Cenipa. A Gol afirmou que o pouso do voo G3 1629 ocorreu em segurança e que também coopera integralmente com a investigação. A concessionária Aena, que administra o aeroporto, recomendou que informações sejam verificadas com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira.
Nota da Força Aérea Brasileira
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Cenipa, confirmou que investigadores foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência. Durante essa fase, profissionais qualificados aplicam técnicas específicas para coleta de dados, preservação de elementos e verificação inicial de danos, além de levantar outras informações necessárias à investigação.



