Família de idosa atropelada em Cajuru pede justiça após morte por assessor embriagado
Família pede justiça por idosa atropelada por assessor em Cajuru

Família de idosa atropelada em Cajuru, SP, exige justiça após morte trágica

A família de Ana de Fátima Gonçalves da Silva, uma aposentada de 72 anos, está em busca de justiça após sua morte, que ocorreu após ser atropelada por um assessor da Prefeitura de Cajuru, no interior de São Paulo. O motociclista, identificado como Leone Torrano Mateus, é investigado por dirigir embriagado no momento do acidente, ocorrido em janeiro deste ano.

Indignação e falta de apoio

Maria Aparecida da Silva Costa, filha da vítima, expressa profunda tristeza e indignação com a situação. Ela relata que, desde o atropelamento, o acusado não ofereceu nenhum tipo de apoio à família e responde ao processo em liberdade. "Muita tristeza e indignação, porque a gente sabe que ele não está preso. Ele está solto e parece que ele não está ligando para o que está acontecendo. Ele nunca ofereceu nada, nunca chegou na família para oferecer", desabafa Maria Aparecida.

A defesa de Leone Torrano informou que lamenta a morte da aposentada e que, em respeito à família, só vai se manifestar durante o processo judicial. A Prefeitura de Cajuru, por sua vez, alega que, no dia do acidente, o assessor não estava a trabalho nem utilizava veículo público, e que até o momento não recebeu nenhum comunicado oficial da justiça sobre o caso.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Detalhes do atropelamento e consequências

O atropelamento aconteceu no dia 10 de janeiro. Segundo as investigações, o motociclista dirigia embriagado, e um vídeo que circula nas redes sociais mostra o assessor cambaleando ao tentar levantar a moto após atingir Ana de Fátima. Testemunhas relataram que, após o atropelamento, Leone tentou culpar a vítima pelo ocorrido. Ele chegou a ser preso em flagrante, mas passou por audiência de custódia e foi liberado.

A vítima sofreu traumatismo craniano, fraturou a bacia e um dedo do pé. Durante a internação, enfrentou complicações graves, incluindo embolia pulmonar e infecção nos pulmões. Maria Aparecida conta que a mãe, até então ativa e sem problemas de saúde, teve sua condição agravada, levando a um acidente vascular cerebral (AVC). "Resolveram dar alta para ela, foi para Cajuru. Lá ela ficou um dia só e no outro dia ela já teve que ser internada novamente e já foi intubada. Nesse meio tempo descobriram que tinha dado um AVC nela, aí foi só piorando e aí ela não voltou mais", lamenta a filha.

Posicionamento da Prefeitura

A Prefeitura de Cajuru emitiu um comunicado afirmando que Leone não estava atuando pela administração municipal no momento do acidente, nem usava veículo oficial. A administração manifestou solidariedade aos familiares da vítima e disse estar à disposição das autoridades para colaborar com a investigação. Além disso, a prefeitura ressaltou que não recebeu qualquer comunicado ou determinação oficial do judiciário sobre o caso, mas se comprometeu a cumprir integralmente todas as decisões judiciais que venham a ser estabelecidas, dentro dos princípios da legalidade e da transparência.

O caso continua sob investigação, enquanto a família aguarda por respostas e justiça para Ana de Fátima, cuja morte deixou um vazio profundo entre seus entes queridos.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar