Um grave acidente envolvendo uma ambulância e um carro resultou na morte de um bebê de 1 ano e 7 meses, no dia 15 de maio, no bairro São Tomaz, em São José do Rio Preto (SP). O pai da criança, Lucas Costa da Silva, criticou a falta de dispositivos de segurança, como cadeirinha ou bebê conforto, no transporte do filho. Além disso, apontou a sinalização precária no cruzamento como um dos fatores que contribuíram para a colisão.
Detalhes do acidente
Segundo o boletim de ocorrência, a ambulância transportava a mãe e o bebê quando foi atingida por um carro. Com o impacto, ambos foram arremessados para fora do veículo. O motorista do carro, que não apresentava sinais de embriaguez, afirmou à polícia que não conseguiu frear a tempo de evitar a colisão. A mãe foi socorrida inconsciente, com cortes na cabeça e hematomas, e permaneceu internada até o dia 21 de maio. O bebê, identificado como Miguel Costa Silva, não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada pela equipe médica do Hospital de Base.
Questionamentos sobre segurança
Em entrevista, Lucas Costa da Silva, operador de máquina, revelou que o filho fazia tratamento desde o nascimento no Hospital da Criança e Maternidade (HCM) devido a um problema raro de saúde. A família utilizava semanalmente o transporte da Central de Remoções para levar Miguel ao hospital, já que ele dependia de aparelhos e traqueostomia para respirar. O pai questionou as condições de segurança: “Meu filho deveria ser transportado em cadeirinha ou bebê conforto. A maca é solta dentro da ambulância; se houver acidente, ele é lançado para fora. Isso precisa ser mudado com urgência”.
Sinalização deficiente
Imagens de câmeras de segurança mostram que a ambulância avançou o sinal de pare. Lucas afirma: “Não há sinalização no chão. A placa de ‘pare’ está amarrada em um poste de energia, com visibilidade difícil. Se houvesse sinalização adequada, a ambulância não teria avançado”. A falta de sinalização é apontada como fator crítico para o acidente.
Posição das autoridades
A Secretaria de Saúde informou que a criança era transportada pela Central de Remoções, serviço responsável por pacientes acamados ou com limitações físicas. A pasta afirmou que todos os protocolos de segurança foram seguidos. No entanto, o g1 questionou sobre os protocolos específicos para transporte de bebês, mas não obteve resposta até a última atualização.
O caso levanta discussões sobre a segurança no transporte de crianças em ambulâncias e a necessidade de melhorias na sinalização de trânsito em São José do Rio Preto.



