Vídeo mostra execução de ex-padrasto em Frutal; suspeito é foragido
Execução em Frutal: suspeito foragido após matar ex-padrasto

Um vídeo de câmeras de segurança registrou o momento em que Rafael Garcia Pedroso, de idade não divulgada, foi morto a tiros pelas costas em frente a uma unidade de saúde em Frutal, no Triângulo Mineiro. O crime ocorreu no dia 31 de março. A Polícia Civil indiciou o enteado da vítima, Marcos Antônio da Silva Neto, de 19 anos, por homicídio qualificado. A prisão temporária do suspeito foi convertida em preventiva, mas ele continua foragido.

Detalhes do crime

Rafael estava na porta da Unidade Básica de Saúde Carlos Alberto Vieira, no bairro Novo Horizonte, aguardando a esposa ser atendida, quando foi surpreendido pelo suspeito. Segundo a polícia, Marcos atirou várias vezes pelas costas, sem dar chance de defesa. As imagens das câmeras de segurança mostram a execução.

Histórico de violência

Dez anos antes, em 3 de julho de 2016, Rafael matou a mãe de Marcos, Glauciane Cipriano, com cerca de 20 facadas. O crime ocorreu durante a abertura da ExpoFrutal, em um churrasco com consumo de álcool. Na ocasião, Rafael, motivado por ciúmes, atacou a companheira enquanto ela estava sentada, na frente de Marcos, que tinha 9 anos. Testemunhas tentaram impedir, mas não conseguiram. A Justiça considerou o homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, no contexto de violência doméstica.

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Rafael foi preso e condenado a 23 anos de prisão. Após passar pela Penitenciária de Frutal e pela Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), recebeu o benefício da prisão domiciliar em janeiro de 2026, devido à falta de vagas em regime semiaberto, com base na Súmula Vinculante nº 56 do STF.

Investigação e defesa

Segundo a Polícia Militar, Marcos monitorou os passos de Rafael por dois meses antes do crime. A defesa do suspeito, representada pelo advogado José Rodrigo de Almeida, afirmou que Marcos confessou a autoria e pretende se apresentar espontaneamente, mas a polícia exige que a entrega seja previamente combinada para não prejudicar as investigações. A Polícia Civil informou que o caso está em estágio avançado e que outras duas pessoas inicialmente suspeitas podem não ter participação, conforme afirmação do próprio indiciado.

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