Elevador despenca em João Pessoa: mulher fica paraplégica após queda de três andares
Elevador cai em João Pessoa e mulher fica paraplégica (18.05.2026)

Uma mulher de 36 anos ficou paraplégica após um elevador despencar do terceiro andar de um prédio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa. O acidente ocorreu na quarta-feira (13) e deixou também duas crianças feridas, de três e cinco anos, que estavam na cabine.

Estado de saúde da vítima

De acordo com o Hospital Nossa Senhora das Neves (HNSN), a paciente apresenta resposta satisfatória ao tratamento após a cirurgia na coluna realizada na noite de quinta-feira (14). Ela permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob cuidados intensivos e com quadro clínico estável. O procedimento cirúrgico teve como objetivo tratar uma fratura na coluna vertebral com compressão medular, incluindo estabilização da coluna (artrodese toracolombar), descompressão medular e alinhamento da fratura.

Diagnóstico de paraplegia

O diagnóstico de paraplegia foi confirmado no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, após exames de tomografia e avaliação da neurocirurgia. A mulher, que é estrangeira natural do Suriname e morava na Holanda, trabalhava remotamente e havia se mudado para João Pessoa com os filhos devido ao clima da cidade. A família solicitou a transferência para um hospital particular, mas a cirurgia foi realizada conforme programação. Não há previsão sobre reversão do quadro de paraplegia.

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Crianças recebem alta

Os dois filhos da vítima, que também estavam no elevador, sofreram escoriações e foram levados ao Hospital de Trauma, recebendo alta na manhã de quinta-feira (14). Eles estão sob cuidados de um amigo da família, morador do condomínio, e permanecem no apartamento da mulher.

Problemas estruturais anteriores

O condomínio já havia processado a construtora GGP na Justiça, apontando supostos problemas estruturais e falhas recorrentes nos elevadores. O processo tramita na 7ª Vara Cível da Capital. Um laudo técnico, elaborado entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, identificou várias inconformidades no elevador do Bloco B, onde ocorreu o acidente, incluindo ausência de sinalização de segurança, falta de extintor de incêndio adequado, inexistência de iluminação de emergência, falhas no aterramento elétrico, ventilação inadequada e problemas na máquina de tração, que não atendia às normas de segurança. O laudo classificou a pendência como de prioridade alta e recomendou a substituição completa do equipamento.

Em janeiro de 2025, a Justiça determinou a troca dos elevadores, mas a construtora recorreu, e o processo segue em andamento. A construtora afirmou que a responsabilidade pela manutenção dos equipamentos é do condomínio e que está à disposição para colaborar com as investigações. O condomínio, por sua vez, informou que registra problemas técnicos desde a entrega do empreendimento em setembro de 2023 e que recorreu à Justiça para pedir a substituição dos equipamentos.

O acidente

O elevador despencou do terceiro andar no fim da tarde de quarta-feira (13). Dentro da cabine estavam a mulher e as duas crianças. Após a queda, as vítimas ficaram presas no fosso. Moradores do condomínio conseguiram abrir a porta e iniciaram o resgate antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros. A mulher foi retirada com ferimentos e dores pelo corpo, enquanto as crianças apresentavam ferimentos leves.

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