Três homens morreram após o desabamento de um prédio no bairro Luís Anselmo, em Salvador, ocorrido no sábado (17). As vítimas foram identificadas como Roberto Carlos Evangelista, de 58 anos, Maurício Santos Lima, de 51, e Raimundo Brito dos Santos, de 59. Eles trabalhavam em uma obra no imóvel de quatro andares quando a estrutura cedeu.
Resgate e vítimas
Segundo o Corpo de Bombeiros, além dos três operários, outras seis pessoas estavam no imóvel no momento do desabamento: um homem identificado como José Antônio, sua esposa e um bebê de 1 ano e seis meses. A mulher foi encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE) e não corre risco de morte. Um familiar informou à TV Bahia que ela sente dores no corpo, mas seu estado de saúde é estável. O marido e o bebê não sofreram ferimentos e passam bem.
No início da noite de sábado, os bombeiros confirmaram a primeira morte. A segunda vítima foi localizada por volta das 20h15. Inicialmente, o Samu informou a morte, mas depois esclareceu que a confirmação oficial ainda não havia ocorrido. Pouco mais de uma hora depois, os bombeiros confirmaram o segundo óbito. Na madrugada de domingo (17), o corpo do último homem foi resgatado sob os escombros.
Investigação e nova etapa
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) informou que, com o fim das buscas, a operação entra em nova fase. Após a remoção total dos escombros, equipes técnicas iniciarão a análise da estrutura e das causas do desabamento. As equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Técnica, CODESAL e do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil retomaram os trabalhos às 7h deste domingo.
Sobrevivente relata momentos de tensão
José Antônio Conceição Cabral, um dos sobreviventes, contou à TV Bahia que ouviu um barulho e decidiu sair correndo com a esposa e o filho. Ele relatou que a esposa tentou segurar uma das paredes, mas ele pegou o bebê e a puxou para fora. Quando chegaram à escada, a estrutura começou a ceder. A família não se feriu. "A mulher estava querendo segurar parede, eu arrastei ela e o bebê e saí correndo", disse.
José Antônio afirmou que rachaduras apareceram no prédio há cerca de um mês. Segundo ele, não havia mais moradores no imóvel no momento do desabamento, pois a maioria estava trabalhando. Ele não soube informar quantas pessoas viviam no local.



