Copa 2026: Ancelotti convoca Neymar e mais 25; veja regras trabalhistas
Copa 2026: Ancelotti convoca Neymar e mais 25; veja regras

Ancelotti anuncia convocados para a Copa do Mundo 2026

O técnico Carlo Ancelotti divulgou nesta segunda-feira (18) a lista de convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo 2026, que será realizada entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Neymar está entre os 26 jogadores chamados, em uma lista que gerou grande expectativa entre os torcedores.

A estreia do Brasil será contra Marrocos, no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), em Nova York. Em seguida, a equipe enfrenta o Haiti no dia 19 de junho, às 22h, na Filadélfia, e fecha a fase de grupos contra a Escócia no dia 24 de junho, às 19h, em Miami. Todos os jogos da primeira fase serão em horário noturno no Brasil.

Calendário e impacto na rotina dos trabalhadores

A confirmação do calendário reacendeu a discussão sobre como conciliar a paixão pelo futebol com o trabalho. No Brasil, não há feriado ou obrigação legal de liberação durante os jogos da Copa. A decisão de liberar funcionários cabe exclusivamente às empresas.

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Muitas empresas optam por liberar os funcionários para assistir aos jogos, seja em casa ou no próprio ambiente de trabalho, sem desconto salarial. Nesse caso, a folga é considerada remunerada. Outras empresas mantêm o expediente normal e tratam o jogo como qualquer outra atividade externa.

Compensação de horas e faltas

Quando a empresa libera o funcionário parcialmente, pode exigir compensação de horas, desde que respeitados os limites legais. O advogado Marcel Zangiácomo, especialista em direito trabalhista, explica que a compensação não pode ultrapassar duas horas extras por dia e deve ser acordada previamente. O acordo pode ser individual verbal, individual escrito ou coletivo, e a compensação pode ser feita em até um ano.

Faltas injustificadas para assistir aos jogos podem resultar em desconto salarial e perda do descanso semanal remunerado. Em caso de reincidência, o trabalhador pode receber advertências ou suspensões, mas a falta isolada não configura justa causa.

Setores essenciais e regras internas

Para trabalhadores de setores essenciais, como saúde, transporte e segurança, as regras são mais rígidas. As empresas não podem comprometer atividades essenciais, e a liberação depende de planejamento prévio e diálogo com supervisores. Assistir ao jogo sem autorização, mesmo dentro do local de trabalho, pode ser considerado indisciplina e gerar advertência ou suspensão.

Os especialistas recomendam que trabalhadores e empregadores negociem soluções práticas com antecedência, documentando acordos para evitar conflitos. O diálogo é a melhor estratégia para garantir que a paixão pelo futebol não prejudique a rotina profissional.

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