A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) divulgou, nesta terça-feira (19), as fotos de Paulo Santos da Silva, conhecido como "Pastor Paulo", acusado de intermediar o assassinato do ex-diretor da rede de franquias Odonto Excellence. O crime foi encomendado pelo CEO da empresa, Oséias Gomes de Moraes, que já foi indiciado como mandante.
O crime
José Claiton Leal Machado, diretor da Odonto Excellence, foi morto a tiros em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, em 19 de abril de 2022. Ele chegava em casa no final da tarde, com a filha dentro do veículo, quando foi surpreendido por dois homens. A vítima tentou reagir com sua própria arma, mas foi rendida e executada. Segundo o delegado Luis Gustavo Timossi, o crime foi planejado e executado mediante emboscada, com ação coordenada por intermediários e operadores financeiros.
Foragido
Paulo Santos da Silva é réu na Justiça e tem mandado de prisão em aberto. Ele se apresenta como pastor evangélico e possui uma igreja registrada em seu nome. A última informação sobre seu paradeiro é na cidade de Três Rios (RJ). A polícia pede que denúncias anônimas sejam feitas pelos telefones 197 ou 181, ou pelo (42) 3219-2770.
Seis suspeitos
As investigações apontam a participação de seis homens no crime:
- Oséias Gomes de Moraes: indiciado como mandante, responde em liberdade;
- Paulo Santos da Silva: réu por coordenar o ataque, foragido;
- Wallax Alves da Silva: enteado de Paulo, réu por receber e repassar dinheiro, aguarda julgamento em liberdade;
- João Victor da Gama Cezário: réu por receber e repassar dinheiro, aguarda julgamento em liberdade;
- Douglas Roberto Ferreira: indiciado como executor, mas impronunciado por falta de provas; foragido por outros crimes;
- Diones Henrique Rodrigues Raimundo: condenado como executor, preso.
Defesa
A defesa de Oséias Gomes afirma que ele é vítima de criminosos que o extorquiam, e que a narrativa é contrária aos fatos. O advogado Claudio Dalledone Junior declarou que "Oséias é um empresário íntegro, honesto, sem antecedentes criminais e nunca teve motivo para mandar matar a vítima". A empresa não se manifestou.



