
Não deu outra — a temida curva da SP-255, no trecho de Santa Cruz do Rio Pardo, mostrou mais uma vez por que é considerada um ponto crítico para os caminhoneiros que trafegam pela região. Por volta das 11h desta quarta-feira (28), um veículo de grande porte carregado com nada menos que 30 toneladas de soja simplesmente capotou, fechando a pista sentido Ourinhos e deixando um rastro de grãos e caos no asfalto.
Imagens — gravadas por testemunhas ainda assustadas — mostram a cena surreal: a carreta deitada de lado, a carga espalhada como se fosse uma enxurrada dourada, e o tráfego parado num efeito dominó que se estendeu por quilômetros. Dá até aflição de imaginar o trabalhão que foi — e ainda está sendo — para desencavar aquele monstro de metal.
Motorista saiu ileso, mas susto foi grande
O condutor, um profissional que há anos roda estradas pelo país, escapou sem ferimentos. Sortudo? Talvez. Experiente, com certeza. Quem tá na estrada sabe: há horas que a sorte vira a principal passageira. Ele foi atendido no local pela equipe do resgate, mas dispensou maiores cuidados. Disse apenas que perdeu o controle num daqueles segundos que parecem eternos.
Mas olha — o prejuízo material é considerável. Além da carga parcialmente perdida, o veículo sofreu danos severos. E aí, meu amigo, começa o que eu chamo de "dança das guindastes": operação complexa, demorada, e que exige paciência de todos — dos bombeiros, da Polícia Militar Rodoviária, e dos outros motoristas que ficaram horas esperando.
Trânsito lento e operação de limpeza
Por volta do início da tarde, uma pista foi liberada. Alívio? Sim, mas parcial. Quem passou por lá deve ter visto o trabalho artesanal — e cansativo — de retirar os grãos de soja do asfalto. É aquela coisa: um minuto de distração, e o resultado é horas de transtorno.
A ocorrência serviu como mais um alerta para a necessidade de atenção redobrada em trechos sinuosos como esse. Principalmente com carga — seja soja, milho ou qualquer outro produto que, espalhado, vira um desafio a mais para quem trabalha no resgate.
Até o fim do dia, a expectativa é que a via esteja completamente normalizada. Mas a memória — e o vídeo — ficam.