Na manhã desta segunda-feira (18), um protesto de bugueiros interditou um trecho da rodovia PB-008 e bloqueou o acesso ao município de Conde, no Litoral Sul da Paraíba. A manifestação ocorre em resposta ao fechamento do acesso à Praia da Barra de Gramame por indígenas Tabajaras, que alegam danos ambientais causados pela circulação de veículos na faixa de areia.
Detalhes do protesto
O protesto começou por volta das 6h e contou com a participação de aproximadamente 100 bugueiros. Durante a mobilização, o tráfego ficou completamente interditado no trecho da rodovia que dá acesso ao município de Conde. A reportagem do g1 entrou em contato com a Prefeitura do Conde, mas não obteve resposta até a última atualização desta matéria.
Reivindicações dos bugueiros
Thiago Raulino, presidente da Cooperativa Paraibana de Turismo (Coopertur) e organizador do ato, explicou que a principal reivindicação é a liberação do acesso à beira-mar da praia, essencial para o trabalho da categoria. “Nós somos a favor do protesto indígena. Entendemos a causa, entendemos que eles são povos originários e que têm direito a essas terras, mas nós só estamos pedindo um acesso para que os bugueiros possam levar os turistas à área da praia. Queremos que reabram o acesso à área da praia da Barra de Gramame para que os bugueiros possam trafegar naquela área, fazendo os trabalhos turísticos e ambientais”, afirmou.
Além da liberação do acesso, os bugueiros também reclamam das más condições das estradas da região, que dificultam ainda mais a realização de suas atividades.
Posição dos indígenas
O cacique Edvaldo Tabajara declarou que os indígenas da Barra de Gramame fecharam o acesso da praia aos bugueiros por considerarem que o tráfego prejudicava os ninhos de tartarugas, contribuía para o atropelamento de guajirus (caranguejos típicos) e aumentava o acúmulo de lixo nas praias. “Os indígenas da Barra de Gramame fecharam o acesso da praia aos bugueiros alegando que estava prejudicando os ninhos da tartaruga, alegando que também estava passando por cima dos guajirus e também deixando muito lixo nas praias”, disse o cacique.
Segundo Edvaldo, o bloqueio já dura mais de 60 dias e não há previsão de reabertura, enquanto não houver uma solução que atenda às demandas ambientais da comunidade.
Impacto no turismo
O protesto dos bugueiros evidencia o conflito entre a atividade turística e a preservação ambiental na região. A categoria, que depende do acesso à praia para realizar passeios com turistas, sente-se prejudicada pela falta de diálogo e pela ausência de uma alternativa que concilie os interesses de todos os envolvidos.



