Ataque a tiros em escola de Rio Branco deixa duas funcionárias mortas
Ataque a tiros em escola de Rio Branco mata duas funcionárias

Um ataque a tiros na manhã desta terça-feira, 5 de maio de 2026, no Instituto São José, localizado em Rio Branco, capital do Acre, resultou na morte de duas funcionárias da unidade escolar. De acordo com informações da polícia local, o autor dos disparos é um estudante de apenas 13 anos, que foi apreendido em flagrante. A arma utilizada no crime foi apreendida, e o pai do adolescente, proprietário do revólver, também foi detido.

Detalhes do ataque

Segundo a Polícia Civil do Acre, o adolescente teria invadido as dependências da escola e efetuado diversos disparos contra alunos e funcionários. Duas servidoras da instituição não resistiram aos ferimentos e morreram no local. Um funcionário e um aluno foram atingidos, mas foram resgatados com vida e encaminhados para atendimento médico em hospitais da região. O estado de saúde deles não foi divulgado.

Possível motivação

Durante a apreensão, policiais relataram que o adolescente mencionou ter sofrido bullying na escola. A motivação ainda está sendo investigada, e a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias, a dinâmica do ocorrido e eventuais responsabilidades. As forças de segurança atuam de forma integrada para esclarecer o caso.

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Reação do governo estadual

O governo do Acre emitiu uma nota oficial manifestando profunda solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade escolar do Instituto São José e a todos os profissionais da educação impactados pelo episódio. O governo informou que está mobilizando equipes de apoio psicossocial para oferecer suporte a alunos, professores e demais envolvidos. O texto da nota afirma que 'o menor de 13 anos foi identificado, assumiu a autoria dos disparos e já se encontra sob a custódia do Estado, juntamente com a arma. O responsável legal pelo menor, que também é proprietário da arma de fogo, está detido'.

Manifestação do Tribunal de Justiça

O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) também se pronunciou sobre o caso. Em nota assinada pelo desembargador Laudivon Nogueira, presidente da Corte, foi destacada a necessidade de proteção da imagem e dos dados dos envolvidos, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e demais normas vigentes. A nota ressalta que 'neste momento de luto, o Judiciário acreano solidariza-se com as famílias impactadas por este episódio devastador, reconhecendo que o sofrimento alcança toda a nossa sociedade. Unimo-nos à comunidade acreana em respeito diante desta dor incomensurável'.

Medidas de segurança

O caso reacende o debate sobre segurança nas escolas e o acesso de menores a armas de fogo. Autoridades locais reforçaram que as investigações seguem em andamento e que todas as medidas cabíveis serão tomadas para responsabilizar os envolvidos. A comunidade escolar está em luto, e uma série de atividades foram suspensas para que seja prestada assistência psicológica aos alunos e professores.

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