Trump anuncia pausa em operação no Estreito de Ormuz por acordo com Irã
Trump pausa operação no Estreito de Ormuz

Trump anuncia suspensão temporária de operação militar no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, que o país irá interromper a operação militar de escolta de navios pelo Estreito de Ormuz. A decisão, segundo o republicano, é motivada pelos avanços nas negociações com o Irã para um acordo definitivo.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou: "Com base no pedido do Paquistão e de outros países, no enorme sucesso militar que tivemos durante a campanha contra o Irã e, adicionalmente, no fato de que grandes progressos foram feitos rumo a um acordo completo e final com representantes iranianos, concordamos mutuamente que, embora o bloqueio permaneça em pleno vigor, o Projeto Liberdade (escolta de navios pelo Estreito de Ormuz) será pausado por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado."

Mais cedo, Trump havia dito que o Irã deveria "hastear a bandeira branca da rendição", mas não o faria por orgulho. No Salão Oval, ele afirmou que as forças iranianas foram dizimadas e reduzidas a "armas de brinquedo". "Eles estão jogando sujo, mas querem fechar um acordo. Quem não quereria, quando seu exército está completamente dizimado?", ironizou. Trump acrescentou que o Irã sabe "o que não deve fazer" para manter o frágil cessar-fogo implementado em abril.

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Projeto Liberdade e situação humanitária

O Projeto Liberdade foi criado para escoltar cargueiros retidos no Golfo Pérsico devido à restrição imposta pelo Irã. Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, mais de 20 mil marinheiros em 1.550 embarcações estão ilhados na região. A operação militar americana conta com 15 mil soldados e mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas, conforme o chefe do Comando Central dos EUA, Brad Cooper.

Retórica agressiva e sinais de negociação

Na véspera, Trump advertiu, em entrevista à Fox News, que "os iranianos seriam varridos da face da Terra" em caso de ataques a embarcações americanas na região. Apesar da retórica agressiva, o republicano indicou que ainda há margem para negociação. Ele afirmou que representantes iranianos têm se mostrado "muito mais maleáveis" em conversas recentes, o que poderia abrir caminho para um entendimento diplomático.

O Irã denunciou "uma escalada perigosa" e declarou que tem o direito de responder. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde circulava um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito.

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