O número de mortes no trânsito no Alto Tietê registrou um aumento alarmante de 63% em abril de 2026, quando comparado ao mesmo mês do ano anterior. Os dados são do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga).
Comparativo de mortes
Em abril de 2026, foram contabilizadas 18 mortes, contra 11 em abril de 2025, representando um acréscimo de sete vítimas fatais. O crescimento foi puxado principalmente pelos acidentes em Mogi das Cruzes, que passou de nenhum óbito em 2025 para 10 em 2026.
Perfil das vítimas
Entre as vítimas, 59% eram do sexo masculino e 41% do feminino. A maioria era composta por condutores (10), seguida por passageiros (4) e pedestres (3). As motocicletas foram os veículos mais envolvidos, presentes em 55,5% dos casos. Carros apareceram em 22,2% das ocorrências, e uma vítima estava de bicicleta.
Distribuição por via
Onze mortes ocorreram em vias municipais, seis em vias estaduais e uma não teve o local especificado.
Destaque para Mogi das Cruzes
Mogi das Cruzes foi a cidade com o maior número de óbitos: 10 em abril de 2026, ante nenhum em 2025. Desses, metade (5) eram motociclistas e quatro estavam em carros. Outras cidades como Arujá e Biritiba-Mirim, que também não registraram mortes em 2025, tiveram um óbito cada em 2026, ambos de motociclistas.
Mortes por cidade
- Arujá: 0 (2025) / 1 (2026)
- Biritiba Mirim: 0 / 1
- Ferraz de Vasconcelos: 1 / 1
- Guararema: 1 / 0
- Itaquaquecetuba: 5 / 4
- Mogi das Cruzes: 0 / 10
- Poá: 1 / 0
- Salesópolis: 0 / 0
- Santa Isabel: 0 / 0
- Suzano: 3 / 1
- Total: 11 / 18
Os dados reforçam a necessidade de atenção redobrada no trânsito, especialmente para motociclistas, que representam a maioria das vítimas.



