Advogado suspeito de atropelar e matar vendedora é solto após pagar fiança de R$ 8 mil no Piauí
Advogado suspeito de matar vendedora é solto após fiança no PI

Advogado suspeito de atropelar e matar vendedora é solto após pagar fiança de R$ 8 mil no Piauí

O advogado Kamayo Aguiar Veloso Petit, suspeito de atropelar e causar a morte da vendedora Maria das Graças da Silva na BR-343, no Piauí, foi solto após efetuar o pagamento de uma fiança no valor de R$ 8,1 mil. O caso, que ocorreu na terça-feira (24), gerou grande comoção na região, exigindo a intervenção de policiais civis e rodoviários federais para proteger o suspeito de uma tentativa de linchamento por parte de moradores locais.

Detalhes do caso e investigação policial

Segundo informações do delegado Herdeson Bernardo, de Campo Maior, o advogado compareceu voluntariamente à delegacia para prestar depoimento e realizar o pagamento da fiança estabelecida pela Justiça. O delegado esclareceu ao g1 que o suspeito deve responder pelo crime de homicídio culposo, caracterizado pela ausência de intenção de matar. Um teste do bafômetro aplicado em Kamayo não apresentou indícios de consumo de bebidas alcoólicas, conforme apurado pelas autoridades.

A Polícia Civil segue investigando minuciosamente todas as circunstâncias do acidente, que aconteceu no início da tarde de terça-feira, quando o veículo dirigido pelo advogado saiu da pista da BR-343 e atingiu violentamente a barraca onde Maria das Graças trabalhava, vendendo produtos às margens da rodovia. A vítima faleceu no local do ocorrido, enquanto uma outra pessoa também foi atingida, sofrendo lesões consideradas leves pelos paramédicos.

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Reação da comunidade e proteção policial

O episódio desencadeou uma intensa reação emocional na comunidade local, com moradores tentando agredir o advogado logo após o acidente. Para evitar um possível linchamento, foi necessária uma ação coordenada entre policiais civis e rodoviários federais, que garantiram a segurança do suspeito durante sua apresentação à polícia e no momento da liberação após o pagamento da fiança.

Esse tipo de resposta popular reflete a indignação diante de tragédias no trânsito, especialmente em áreas onde vendedores informais trabalham em condições de vulnerabilidade próximas a rodovias movimentadas. As investigações continuam para apurar se houve negligência, imperícia ou imprudência por parte do motorista, elementos cruciais para a caracterização do homicídio culposo.

O caso evidencia desafios recorrentes na segurança viária e na aplicação da Justiça em acidentes de trânsito, levantando debates sobre a eficácia de medidas como a fiança em situações que envolvem perda de vidas. A comunidade aguarda o desfecho das apurações, enquanto a família de Maria das Graças enfrenta o luto pela perda inesperada.

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