A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu a investigação sobre os ataques com fogos de artifício contra pessoas em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana. Dois adolescentes, ambos de 15 anos, confessaram os disparos e, por serem menores de idade, responderão por ato infracional análogo ao crime de explosão. A delegada responsável pelo caso, Carolina Máximo, solicitou a internação dos jovens no sistema socioeducativo, pedido que ainda será analisado pela Justiça.
Investigação aponta intenção de atingir pessoas
De acordo com a Polícia Civil, durante os depoimentos, os adolescentes alegaram que soltavam os foguetes como uma "brincadeira", sem intenção de machucar ninguém, e que se arrependeram. No entanto, os investigadores consideraram que a dupla assumiu o risco de ferir outras pessoas. "Os relatos das testemunhas, das vítimas e as imagens de segurança denotaram que os adolescentes, deliberadamente, miraram em direção a transeuntes, corredores, ciclistas, atletas. Esses fogos não foram direcionados para o alto e sim em face das próprias pessoas, gerando um perigo à integridade física dessas pessoas que ali estavam", afirmou a delegada Carolina Máximo.
Ataques registrados por câmeras de segurança
Os ataques foram registrados por câmeras de segurança em mais de uma ocasião. Em uma das gravações, no dia 2 de maio, os jovens chegaram em um carro e, de dentro do veículo, dispararam foguetes em direção à calçada da orla da Lagoa da Pampulha, um dos cartões-postais da capital mineira. No mesmo dia, eles foram flagrados soltando fogos no bairro Vale das Amendoeiras, em Contagem. A delegada destacou a gravidade dos atos: "Havia potencialidade lesiva para um resultado mais gravoso, para uma lesão grave ou até mesmo para a morte. Então, é importante que se conscientize de que os fogos de artifício não são brincadeira, tampouco podem ser manejados por adolescentes".
Consequências legais e conscientização
A Polícia Civil reforçou que a conduta dos adolescentes configura ato infracional grave e que a internação é uma medida necessária para garantir a segurança da sociedade e a ressocialização dos jovens. O caso serve como alerta para os perigos do uso irresponsável de fogos de artifício, especialmente quando direcionados a pessoas. A Justiça agora decidirá sobre o pedido de internação dos adolescentes.



