Missão Artemis II avança rumo à Lua com conquistas históricas
A missão Artemis II, a primeira viagem tripulada à Lua em mais de cinco décadas, já percorreu dois terços do caminho rumo ao satélite natural da Terra, marcando um avanço significativo no quarto dia de voo. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion estão em excelente estado de saúde e com o moral elevado, conforme informou a NASA em suas atualizações oficiais.
Imagem inédita da Bacia Oriental capturada pela tripulação
Durante a jornada espacial, a tripulação conseguiu realizar um feito histórico: capturar uma imagem completa da Bacia Oriental da Lua, a mais jovem das grandes bacias lunares. Esta é a primeira vez na história da humanidade que toda a bacia é observada diretamente por olhos humanos, conforme destacou a agência espacial norte-americana.
"Nós tiramos algumas fotos hoje mais cedo e, depois de analisá-las no computador com mais atenção, encontramos uma característica: o 'Grand Canyon' da Lua, chamado de Bacia Oriental. E conseguimos ver tudo", afirmou o astronauta Victor Glover, um dos membros da tripulação, em declaração citada pela Reuters.
Preparações e treinamentos durante o voo
Enquanto avançam em sua trajetória, os astronautas estão ocupados com diversas atividades essenciais para o sucesso da missão. No quarto dia de voo, a equipe revisou detalhadamente os planos para estudar a Lua durante a próxima aproximação lunar e está praticando o controle manual da nave espacial Orion, habilidades cruciais para eventuais situações de emergência.
A cápsula Orion deixou a órbita terrestre no dia 2 de março, iniciando assim sua jornada histórica rumo à Lua. Na sexta-feira seguinte, a nave já estava a impressionantes 100 mil milhas (equivalente a 160 mil quilômetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a sair da órbita do planeta desde a missão Apollo 17, realizada em 1972.
Composição diversificada da tripulação e objetivos da missão
A missão Artemis II é historicamente significativa não apenas por seu retorno à exploração lunar, mas também pela diversidade de sua tripulação. Pela primeira vez, uma missão à Lua inclui uma mulher (a astronauta Christina Koch), um homem negro (o piloto Victor Glover) e um representante internacional (o canadense Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense), comandados por Reid Wiseman.
Quando se aproximarem da Lua, os astronautas irão orbitar o satélite e sobrevoar seu lado oculto. A expectativa é que superem o recorde estabelecido pela missão Apollo 13, tornando-se assim os humanos que viajaram mais longe da Terra em toda a história da exploração espacial.
Trajetória e próximos passos da missão
A trajetória da Orion é do tipo "retorno livre", o que significa que foi projetada para que a nave seja atraída pela gravidade lunar e depois retorne naturalmente à Terra. A viagem de volta está prevista para durar entre três e quatro dias e incluirá a crítica fase de reentrada na atmosfera terrestre, um dos momentos mais perigosos de toda a missão.
Após a reentrada, a cápsula deverá pousar com segurança no oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, completando assim esta etapa crucial do programa Artemis. As observações realizadas pela tripulação durante a missão Artemis II serão fundamentais para ajudar a NASA a escolher o local de pouso da futura missão Artemis IV, programada para 2028, que deve explorar o inédito Polo Sul da Lua.
Este voo de teste tripulado segue o teste não tripulado do foguete e da nave espacial realizado em 2022, com o objetivo principal de garantir que todos os sistemas funcionem corretamente antes da tentativa de pouso lunar planejada para os próximos anos. O sucesso da Artemis II representa um passo monumental no retorno da humanidade à Lua e na preparação para futuras explorações espaciais mais ambiciosas.



