Ranking do IPS 2026: as melhores e piores cidades do Nordeste para viver
IPS 2026: melhores e piores cidades do Nordeste

Um ranking divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026. O levantamento avalia os 5.570 municípios do país e revela que as desigualdades regionais continuam profundas: 18 das 20 cidades mais bem colocadas ficam no Sul e Sudeste, enquanto 19 das 20 mais baixas colocações estão no Norte e no Nordeste.

O que é o IPS Brasil?

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil mede e classifica a qualidade de vida com base em 57 indicadores sociais e ambientais. As informações vêm de fontes públicas como DataSUS, IBGE, Inep e MapBiomas. Diferentemente do PIB, que mede a riqueza gerada, o IPS avalia se essa riqueza chega à vida das pessoas.

"O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social", afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil. "A proposta é medir o que realmente importa na vida das pessoas, diferente de métricas tradicionais, que olham principalmente o quanto foi gasto em determinada área, para olhar o que de fato as pessoas se beneficiaram com o investimento que foi feito".

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Melhores cidades do Nordeste

Confira as pontuações dos 20 municípios nordestinos com os desempenhos mais altos no IPS Brasil 2026:

  • Fernando de Noronha (PE) — 5ª posição, 71,75 pontos
  • Campina Grande (PB) — 107ª, 68,76
  • Santana do Seridó (RN) — 153ª, 68,24
  • João Pessoa (PB) — 226ª, 67,73
  • Pacujá (CE) — 294ª, 67,23
  • São Francisco (SE) — 295ª, 67,23
  • Natal (RN) — 372ª, 66,82
  • Condado (PB) — 382ª, 66,79
  • Marizópolis (PB) — 435ª, 66,57
  • Riacho da Cruz (RN) — 436ª, 66,57
  • Cabedelo (PB) — 651ª, 65,68
  • São Luís (MA) — 663ª, 65,64
  • São José do Sabugi (PB) — 1053ª, 64,49
  • São Vicente (RN) — 1079ª, 64,41
  • Pilões (RN) — 1286ª, 63,88
  • Caruaru (PE) — 1290ª, 63,87
  • Surubim (PE) — 1295ª, 63,86
  • Sairé (PE) — 1306ª, 63,84
  • Carmópolis (SE) — 1307ª, 63,84
  • Borborema (PB) — 2020ª, 62,13

*O IPS Brasil considera Fernando de Noronha (PE) como município no ranking, por reunir os dados necessários para o cálculo do índice.

Piores cidades do Nordeste

Pontuações dos 20 municípios nordestinos com os desempenhos mais baixos no IPS Brasil 2026:

  • Peritoró (MA) — 5.555ª, 47,53
  • Cajari (MA) — 5.550ª, 47,87
  • Marajá do Sena (MA) — 5.549ª, 47,90
  • Camamu (BA) — 5.545ª, 48,39
  • Amarante do Maranhão (MA) — 5.542ª, 48,40
  • Fernando Falcão (MA) — 5.541ª, 48,44
  • São Félix de Balsas (MA) — 5.536ª, 48,76
  • Carnaubeira da Penha (PE) — 5.535ª, 48,79
  • Arame (MA) — 5.534ª, 48,80
  • Montes Altos (MA) — 5.524ª, 49,23
  • Paulo Ramos (MA) — 5.219ª, 49,39
  • Taperoá (BA) — 5.515ª, 49,54
  • Penalva (MA) — 5.514ª, 49,55
  • Monção (MA) — 5.511ª, 49,71
  • Presidente Juscelino (MA) — 5.507ª, 49,86
  • São Francisco do Maranhão (MA) — 5.505ª, 49,99
  • Morros (MA) — 5.503ª, 50,00
  • São João Batista (MA) — 5.501ª, 50,12
  • Pedro Alexandre (BA) — 5.499ª, 50,14
  • Pilão Arcado (BA) — 5.497ª, 50,16

A nota média do Nordeste foi de 58,05, abaixo da média geral do país, que ficou em 63,40.

Dimensões do IPS

O IPS é dividido em três grandes dimensões:

Necessidades Humanas Básicas

Teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos. Avalia temas como alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança. O componente Moradia registrou a maior nota do país: 87,95 pontos.

Fundamentos do Bem-Estar

Obteve média de 68,81 pontos e reúne indicadores de educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental. O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026. Estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente.

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Oportunidades

Foi a dimensão com pior desempenho, com média de 46,82 pontos. Inclui direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior. Os piores resultados foram em Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). A área de Inclusão Social vem registrando queda desde 2024.

O estudo divide os municípios em nove grupos. Em 2026, 706 cidades ficaram no grupo mais bem avaliado, enquanto apenas 23 apareceram na faixa mais crítica.