Veterinária é presa por vender xampu de cavalo para humanos em MS
Vet presa por vender xampu de cavalo para humanos

Uma veterinária foi presa em Campo Grande (MS) sob suspeita de manipular e vender xampu de cavalo para uso em humanos. Raylane Diba Ferrari, de 29 anos, foi detida na terça-feira (18) no bairro Universitário, onde mantém um petshop. Além de veterinária, ela atuava como influenciadora digital, com mais de 500 mil seguidores, e usava suas redes sociais para divulgar os produtos.

Investigação da Polícia Civil

Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, os produtos manipulados recebiam cerca de sete mililitros de um suplemento injetável de uso veterinário e eram comercializados nas redes sociais. No petshop, a polícia apreendeu caixas com diversos produtos já embalados, que seriam enviados a vítimas que haviam adquirido o xampu ou pomada capilar.

Produtos para animais

A investigação revelou que Raylane também vendia itens usados para recuperar cabelos descoloridos em cachorros. O caso começou a ser investigado após denúncia ao Conselho Regional de Medicina Veterinária do estado. Durante a apuração, foram encontrados indícios que levaram à prisão da suspeita.

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Falta de autorização sanitária

O petshop de Raylane não tinha autorização sanitária para manipular substâncias químicas. A polícia flagrou um funcionário manipulando um tônico capilar, mas ele não foi preso. Os produtos vendidos eram exclusivos para uso veterinário. O delegado Wilton Vilas Boas afirmou: "Esses produtos são testados para uso veterinário. Já os de uso humano passam por estudos específicos. Nesse caso, não há como garantir qual será a reação em humanos".

Prisão e medidas cautelares

Raylane foi detida e encaminhada ao sistema prisional. Ela optou por permanecer em silêncio durante o depoimento e deixou a cadeia na manhã de quarta-feira (19) após pagar fiança, mas cumprirá prisão domiciliar. A Justiça aplicou medidas cautelares, proibindo-a temporariamente de exercer a profissão de veterinária e obrigando-a a comparecer a todas as audiências.

Defesa da suspeita

A defesa de Raylane nega que ela manipulava os produtos. O advogado Ângelo Lourenço Domingo Bezerra afirmou que sua cliente apenas divulgava os produtos nas redes sociais e não tinha intenção de enganar os clientes. "Ela divulgava um produto e mostrava a fabricação, mas a produção não era dela. Ela não possui conhecimento técnico sobre manipulação de químicos ou agentes biológicos, nem sobre eventuais riscos aos consumidores", diz a nota.

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