Residentes do Hospital Barros Barreto protestam contra precarização e falta de infraestrutura
Residentes protestam no Hospital Barros Barreto contra precarização

Residentes do Hospital Barros Barreto realizam protesto por melhores condições de trabalho

Mais de 30 profissionais residentes realizaram um protesto nesta segunda-feira (30) no Hospital Universitário João de Barros Barreto, localizado no bairro do Guamá, em Belém. O grupo, composto por residentes de diversas áreas da saúde, denunciou a precarização dos serviços, a sobrecarga de trabalho e a falta de infraestrutura adequada na unidade hospitalar. Durante a manifestação, os participantes interditaram uma das entradas principais do hospital, chamando a atenção para as condições enfrentadas diariamente.

Denúncias de sobrecarga e condições inadequadas afetam atendimento

Segundo os manifestantes, o cenário atual tem impactado negativamente tanto o atendimento à população quanto o processo de formação profissional dos residentes. A assistente social residente Mayara Azevedo relatou uma sobrecarga significativa nas atividades e cobrou respostas imediatas da gestão do hospital. “Existe uma sobrecarga de trabalho que compromete nossa capacidade de oferecer um cuidado adequado”, afirmou ela. Em outro momento, Mayara destacou a falta de retorno às reivindicações que já foram apresentadas pelos residentes em diversas ocasiões.

De acordo com o grupo, pelo menos três cartas-manifesto já foram encaminhadas à direção do hospital, mas, até o momento, não houve um posicionamento considerado satisfatório por parte da administração. Essa ausência de resposta tem gerado frustração entre os profissionais, que veem suas demandas sendo ignoradas repetidamente.

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Problemas estruturais e na alimentação preocupam residentes

Imagens registradas pelos próprios residentes mostram situações de superlotação em espaços destinados ao repouso dos profissionais, evidenciando a falta de infraestrutura básica. Além disso, há denúncias graves sobre a qualidade da alimentação oferecida no hospital. A enfermeira residente Monique Magno afirmou ter encontrado cabelo em uma refeição servida na unidade e relatou a presença constante de pombos no local, o que representa um risco à saúde.

“A gente se prepara para trabalhar e encontra esse tipo de situação, que afeta diretamente nosso cotidiano e bem-estar”, disse Monique. Essas condições inadequadas não só comprometem a saúde dos profissionais, mas também refletem na qualidade do atendimento prestado aos pacientes, criando um ambiente de trabalho desfavorável.

Atendimento foi impactado durante o protesto

Durante o protesto, os residentes paralisaram temporariamente as atividades como forma de pressionar por melhorias nas condições de trabalho e na estrutura da unidade. Essa paralisação teve um impacto direto no atendimento, demonstrando a importância desses profissionais para o funcionamento do hospital. A ação buscou destacar a urgência em resolver os problemas apontados, que vão desde a falta de recursos até questões de segurança alimentar.

O que diz a gestão do hospital

Em nota oficial, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, responsável pela administração do Hospital Barros Barreto, informou que as demandas apresentadas pelos residentes estão sendo avaliadas com atenção. O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará afirmou ainda que parte das soluções para os problemas relatados já está em andamento, embora não tenha especificado quais medidas estão sendo tomadas.

A gestão também confirmou que deve se reunir com os residentes nesta terça-feira (31) para discutir as reivindicações em detalhes e buscar possíveis encaminhamentos. Essa reunião é vista como um passo importante para resolver os conflitos e melhorar as condições de trabalho no hospital, mas os residentes aguardam ações concretas que efetivamente atendam às suas necessidades.

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