O navio de cruzeiro MV Hondius, palco de um surto de hantavírus que resultou em três mortes, chegou ao porto de Roterdã nesta segunda-feira (18). A embarcação, de bandeira holandesa, estava retida desde o início do surto, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi notificada em 2 de maio.
Desembarque e quarentena
Os 27 tripulantes e os profissionais de saúde que permanecem a bordo serão colocados em quarentena após o desembarque. O navio passará por um processo de desinfecção e limpeza completa. Anteriormente, parte dos passageiros desembarcou nas Ilhas Canárias, a pedido da OMS e da União Europeia, com autorização da Espanha.
Vítimas e casos confirmados
Três passageiros morreram: um casal neerlandês e uma alemã. Inicialmente, a OMS reportou 11 casos, mas revisou para 10 após um americano testar negativo. Em 15 de maio, eram oito confirmados e dois prováveis. No sábado, um canadense testou positivo, elevando o total para 11, aguardando confirmação oficial.
Assembleia Mundial da Saúde
A OMS iniciou sua 79ª Assembleia anual em Genebra, onde discutirá o tratado sobre pandemias e a reforma da arquitetura global de saúde. O surto de hantavírus e o ebola devem entrar na pauta. Divergências bloquearam pontos essenciais do tratado, como compartilhamento de insumos farmacêuticos, com possível prorrogação das negociações.
Crise financeira e retiradas
A OMS enfrenta um ano difícil, com a retirada dos Estados Unidos e da Argentina, além de cortes orçamentários. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que a organização está estável e avançando. O Conselho Executivo não decidiu sobre a saída dos EUA, que estão em atraso nas contribuições. A Argentina, apoiada por Israel, apresentou resolução para sua retirada.
A crise do hantavírus ilustra a necessidade de uma OMS eficaz, confiável e com financiamento seguro, segundo especialistas.



