Polícia investiga morte de jovem grávida após 4 atendimentos hospitalares em SC
Morte de grávida após 4 atendimentos é investigada pela polícia em SC

Tragédia em Santa Catarina: Jovem grávida morre após buscar atendimento hospitalar quatro vezes

A Polícia Civil de Santa Catarina abriu investigação para apurar as circunstâncias da morte de uma jovem grávida de 18 anos, que procurou atendimento médico em hospital por quatro dias consecutivos antes de falecer. O caso ocorreu em Indaial, no Vale do Itajaí, e envolve a morte de Maria Luiza Bogo Lopes, que estava no sétimo mês de gestação, e de sua bebê.

Família em busca de respostas

A mãe da jovem, Luana Bogo Petry, ainda tenta assimilar a perda da filha e da neta. "Ela não sai da minha cabeça. Ela era a luz da minha vida, sabe?", desabafa Luana, que registrou boletim de ocorrência sobre o caso. A família exige esclarecimentos sobre o que aconteceu com Maria Luiza, que foi atendida no Hospital Beatriz Ramos em Indaial em quatro ocasiões diferentes, mas sempre era mandada de volta para casa.

Cronologia do atendimento médico

Maria Luiza havia sido diagnosticada com diabetes gestacional durante o pré-natal e apresentava sintomas preocupantes:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  1. 30 de março: Primeira ida ao hospital com dores no corpo, cabeça, olhos e costas, além de febre. Exames não detectaram problemas e ela foi liberada.
  2. 31 de março: Segunda visita ao pronto-atendimento. Novos exames mostraram diminuição nas plaquetas, com suspeita de dengue, mas foi liberada novamente.
  3. 1º de abril: A jovem retornou ao hospital duas vezes no mesmo dia, de manhã e à noite, ainda mais fraca. Recebeu medicação e foi dispensada mais uma vez.
  4. 2 de abril: Após receber soro no posto de saúde, Maria foi levada novamente ao Hospital Beatriz Ramos, onde foi atendida como urgência. Em menos de uma hora, a família foi informada sobre quadro grave de infecção generalizada.

Transferência e desfecho trágico

A paciente foi transferida pelo SAMU para o Hospital Santo Antônio em Blumenau, onde foi submetida a uma cesariana de emergência. A bebê não sobreviveu ao procedimento, e Maria Luiza faleceu pouco tempo depois. Os corpos foram sepultados na sexta-feira (3), sem passarem pelo IML, pois não havia indícios de morte violenta segundo informações repassadas ao delegado.

Investigação policial em andamento

O delegado Ícaro Maveira explicou que a Polícia Científica vai auxiliar na investigação para determinar se houve negligência, imprudência ou imperícia por parte da equipe médica que atendeu a paciente. Os prontuários médicos devem ser encaminhados à delegacia ainda nesta semana para análise pericial.

"Entre os quesitos formulados à Polícia Científica, consta se houve imprudência negligência ou imperícia por parte da equipe médica que atendeu a paciente", declarou o delegado. Caso os laudos não sejam conclusivos, a polícia não descarta a possibilidade de exumação do corpo da jovem.

Posicionamento dos hospitais

O Hospital Beatriz Ramos emitiu nota afirmando que o caso está sendo submetido a investigação técnica rigorosa, conduzida conforme protocolos do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde. A instituição lamentou profundamente o ocorrido e expressou solidariedade à família.

Já o Hospital Santo Antônio informou que a paciente chegou à unidade em estado gravíssimo, já entubada, e foi prontamente atendida por equipes especializadas do pronto-socorro, obstetrícia, pediatria e neonatologia.

Família busca justiça

Luana, mãe de Maria Luiza, manifestou o desejo de que a tragédia não passe em vão: "Eu não quero que a vida dela passe assim em vão. Ela era muito amada, então eu quero fazer alguma coisa para a minha filha". A família aguarda os resultados das investigações enquanto tenta reconstruir suas vidas após a perda irreparável.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar