Mecânico que passou 20 dias desaparecido em mata no TO precisa de tratamento urgente
Mecânico desaparecido 20 dias em TO precisa de tratamento

O mecânico agrícola Adenir Rodrigues da Conceição, que passou 20 dias desaparecido em uma região de mata no Tocantins e foi encontrado em estado debilitado, agora enfrenta um processo de recuperação. Em entrevista ao g1, ele revelou que precisará colocar um balão no esôfago devido a um estreitamento no órgão.

Necessidade de tratamento urgente

“É um balãozinho que eles dizem que coloca no esôfago. Aí ele dá uma relaxada de novo. Eu tive um estreitamento. Não foi feito ainda esse tratamento porque não está tendo vaga em Palmas. E eu precisava urgente desse tratamento, porque ainda não estou me sentindo bem. Eles falaram que de 10 a 15 dias, que ia demorar um pouco e poderia durar até um mês para o exame ficar pronto. Foi feita uma biópsia e tem que ficar pronta para depois agendar o retorno”, explicou Adenir.

O desaparecimento

O mecânico trabalhava em uma fazenda em Cariri do Tocantins quando saiu em direção a um córrego e não foi mais visto. Uma força-tarefa realizou buscas na região durante oito dias, mas, por falta de pistas, encerrou as atividades. Familiares e voluntários continuaram as buscas por conta própria. Adenir desapareceu no dia 14 de março de 2026 e foi encontrado por um caminhoneiro no dia 3 de abril. Durante a maior parte deste período, ele não se alimentou e passou os dias apenas bebendo água. Por ser ex-brigadista, acabou usando técnicas de sobrevivência, como folhas nos pés, para caminhar sobre o solo pedregoso.

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Desaparecimento e sobrevivência

Adenir sumiu na mata depois de passar por uma crise psicológica. Imagens registradas por uma câmera de segurança na manhã do dia 14 de março mostraram o mecânico fazendo uma revisão na plataforma de uma colheitadeira, em preparação para o início da colheita. “Eu tive um surto. É complicada a situação. Eu cheguei ao ponto de desistir. Cheguei ao ponto de falar assim: ‘Eu vou arrumar um lugar para deitar, vou arrumar um lugar para deitar e esperar a morte’. Mas parece que Deus conversava comigo e falava: ‘Não, você vai conseguir’. Aí eu bebia a água e me fortalecia”, contou o mecânico.

Dificuldades nas buscas

Adenir conta que estava com a sensação de estar sendo perseguido e, por isso, não queria ser encontrado. O mecânico andava dentro da água para não deixar rastro. “Era o que dificultava as buscas do pessoal que estava à minha procura”. Durante as buscas, o mecânico chegou a ser avistado por drones. A ação contou com serviços do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e cães farejadores por oito dias, mas foi suspensa devido às chuvas e à falta de pistas.

Decisão de pedir ajuda

No dia 2 de abril, Adenir percebeu que a saúde estava em situação crítica e decidiu pedir ajuda. “Eu vi que estava bem debilitado, já estava fraco, então eu cheguei no ponto de falar: ‘Eu tenho que pedir ajuda, tenho que pedir ajuda porque eu não vou muito longe, não’. Aí foi onde eu tive a coragem de parar o carreteiro”, contou.

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