O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta segunda-feira (18) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para um acompanhamento médico de um procedimento realizado em 24 de abril. Segundo o boletim médico, o presidente apresenta “evolução satisfatória, conforme o esperado, e sem intercorrências”.
Boletim médico e retorno à rotina
“O presidente mantém suas atividades habituais e segue em acompanhamento pelas equipes médicas lideradas pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho e pela Dra. Ana Helena Germogli”, informou o hospital. Logo após a consulta, o presidente voltou para sua casa na capital paulista.
Procedimentos anteriores em abril
Em abril, Lula esteve no Sírio-Libanês para realizar uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar da mão direita e também um procedimento dermatológico para retirada de uma queratose na cabeça. Na ocasião, os procedimentos foram confirmados pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
A queratose é um termo amplo usado para descrever alterações da pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial da pele, explica a dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
O que é a cauterização da queratose
Em fevereiro, Lula realizou um procedimento simples de cauterização para tratar uma queratose, também chamada de ceratose — um espessamento da camada de queratina mais superficial da pele. O procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
A cauterização para tratar a queratose é um procedimento simples, realizado de forma corriqueira no dia a dia, em consultório, e pode ser feita de diversas formas, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Carlos Barcaui:
- Cauterização com bisturi elétrico, chamada de eletro cauterização: feito com anestesia local, com lidocaína.
- Cauterização química: mais usada em lesões mais finas e superficiais. Em geral, é usado o ácido na lesão. “Você toca o ácido da lesão e espera ela ficar branca. Em seguida aquilo depois forma uma casca e cai sozinho”, explica Barcaui.
- Criocirurgia: congelamento da lesão com nitrogênio líquido. Usa-se um spray de nitrogênio líquido com intuito de formar uma bolha. Em seguida, o teto dessa bolha, quando se descola, leva o epitélio embora.
Além da cauterização, que é mais comum, o tratamento clínico também pode ser feito por meio de cremes, com laser e com a cirurgia convencional. O procedimento é rápido, costuma durar poucos minutos. Não exige internação e permite que o paciente retome suas atividades praticamente no mesmo dia.



