Pacientes em Sorocaba sofrem com longa espera por cirurgias ortopédicas
Longa espera por cirurgias ortopédicas em Sorocaba

Pacientes em Sorocaba (SP) relatam longos períodos de espera, que chegam a ultrapassar um ano, por cirurgias ortopédicas na rede pública de saúde. Enquanto o agendamento não ocorre, eles enfrentam dores, incertezas e uma rotina bastante limitada. Em alguns casos, chegam a pagar por exames particulares na tentativa de apressar o processo.

O caso de Ana Maria

Ana Maria sofreu uma queda no Terminal Santo Antônio em novembro de 2023. Como o problema não foi identificado na rede pública, sua família pagou por uma ressonância magnética particular, que revelou fratura e rompimento dos tendões do ombro. Desde 2024, ela espera pela cirurgia e já recorreu à Defensoria Pública para tentar agilizar o procedimento. "É difícil, mas a gente tem que fazer, né? [...] Já caí em 2023 e tô esperando até agora", desabafa.

A situação de Joelania

A espera também faz parte da rotina de Joelania. Ela sofreu um acidente em setembro de 2023 e, como as dores no joelho direito persistiram, também pagou por uma ressonância particular. O diagnóstico foi lesão no menisco, rompimento total do ligamento e fratura na patela. Desde então, aguarda a cirurgia pelo Hospital Adib Jatene. "Meu dia é difícil. Eu não consigo me locomover direito, tenho dificuldade, muleta, muita dor. [...] Quase um ano parado", conta.

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Sensação de abandono

Para quem depende da cirurgia, a demora no atendimento não impacta apenas a recuperação física, mas também a saúde mental, gerando uma sensação de abandono e de que a vida está parada. "Não tenho tratamento nenhum. Não posso tomar remédio pra dor e a única coisa que eles vieram me dar foi fisioterapia e nada mais. É uma questão de abandono e pouco caso com o ser humano", lamenta Joelania.

Resposta das autoridades

Sobre o atendimento de Ana Maria na UPH da General Carneiro, em 2023, logo após a queda, a Prefeitura de Sorocaba informou que analisou os registros e não identificou elementos que demonstrem falha no atendimento médico prestado à paciente. Ela passou por radiografia, mas a prefeitura destacou que determinadas lesões ortopédicas podem não ser identificadas na avaliação inicial de urgência. Em relação à cirurgia que ela espera pelo Estado, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o hospital entrará em contato com a paciente para agendar uma nova consulta e reavaliação do caso. Já sobre Joelania, que também precisa de cirurgia, a pasta informou que a paciente passará por nova consulta com equipe médica especializada no dia 1º de julho, no ambulatório de especialidades médicas do CHS.

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