Pacientes denunciam falta de medicamentos na Farmácia de Alto Custo de Sorocaba
Falta de medicamentos na Farmácia de Alto Custo de Sorocaba

Pacientes que dependem da Farmácia de Alto Custo de Sorocaba, no interior de São Paulo, estão enfrentando sérias dificuldades devido à falta de medicamentos essenciais. A interrupção dos tratamentos pode acarretar graves riscos à saúde, conforme relatos dos próprios usuários. A disponibilidade dos remédios é incerta, gerando insegurança e apreensão entre aqueles que necessitam de cuidados contínuos.

Relatos de pacientes

A vendedora Karina Vieira Herculano, que é transplantada, depende de um medicamento que custa mais de R$ 10 mil para evitar a rejeição do órgão doado. "Esse remédio é fundamental para o funcionamento do rim que recebi do meu pai", afirma. Karina expressa sua preocupação com a falta do medicamento, que coloca em risco o sucesso do transplante.

Já a esteticista Daniele Ferreira de Magalhães, que trata artrite reumatoide, relata que também já ficou sem seu medicamento. "Eu tomo dois remédios. Justamente o que está em falta retarda a evolução da doença. A artrite causa dor nas articulações e deformidades. Se não tomo a medicação, a doença progride", explica Daniele.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Riscos da interrupção do tratamento

O médico Rafael Chagas Santos alerta que a interrupção de um tratamento pode fazer com que os sintomas retornem, muitas vezes de forma mais intensa. "O paciente volta a sofrer com os sintomas que antes estavam controlados pela medicação", esclarece. No caso de pacientes transplantados, como Karina, o risco é ainda maior: a falta do remédio pode levar à rejeição do órgão. "Se ela para de tomar a medicação, o corpo entende o órgão como estranho e tenta expulsá-lo, causando rejeição. A paciente pode perder o órgão e voltar para a fila de transplante", detalha o médico.

Responsabilidade pelo abastecimento

Procurada sobre o caso de Daniele, a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF) do Estado de São Paulo informou que a compra do medicamento leflunomida é de responsabilidade do Ministério da Saúde e que o abastecimento está atrasado. Segundo o órgão, assim que o governo federal fizer a reposição, a medicação será distribuída à Farmácia de Alto Custo de Sorocaba. A situação evidencia a dependência de ações federais para garantir o fornecimento de medicamentos essenciais, deixando pacientes em situação de vulnerabilidade.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar