Explosão de casos de chikungunya e dengue em Santa Teresa gera alerta entre moradores
Explosão de chikungunya e dengue em Santa Teresa preocupa moradores

Explosão de casos de chikungunya e dengue em Santa Teresa gera alerta entre moradores

O bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, enfrenta uma situação alarmante com o aumento exponencial de casos de chikungunya e dengue. Entre janeiro e março de 2026, foram registrados 129 casos de chikungunya, representando um crescimento de 6.350% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando apenas 2 ocorrências foram contabilizadas.

Dengue também avança no bairro

Os números da dengue seguem a mesma tendência preocupante. Até o momento, já são 47 casos confirmados em 2026, posicionando Santa Teresa entre os seis bairros mais afetados da cidade. A combinação dessas duas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti tem mobilizado a comunidade local.

Moradores penduram faixas de alerta nas ruas

Para chamar atenção para a gravidade do problema, moradores começaram a espalhar faixas e cartazes pelas ruas do bairro. O alerta é direcionado tanto a residentes quanto a visitantes da região, destacando a necessidade urgente de medidas preventivas.

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A confeiteira Dara Pérez, diagnosticada com chikungunya no início de março, relata sofrer com dores intensas nas articulações desde então. "Estou buscando acompanhamento médico para entender como lidar com as sequelas e tentar retomar minha rotina", afirma a moradora, que representa muitos outros casos semelhantes no bairro.

Mobilização comunitária e reivindicações

Além dos relatos pessoais, a mobilização inclui ações individuais de conscientização. Uma advogada residente decidiu espalhar faixas pelo bairro para alertar sobre os riscos e incentivar o uso de repelente. Entre as principais preocupações dos moradores estão:

  • Imóveis fechados ou abandonados que podem servir de criadouros para o mosquito
  • Necessidade de maior circulação do fumacê no bairro
  • Maior presença de agentes de saúde para vistorias e orientações

Enquanto aguardam ações mais amplas do poder público, os residentes adotam medidas de proteção individuais, como:

  1. Instalação de telas nas janelas
  2. Uso frequente de repelente
  3. Eliminação de possíveis focos de água parada

Resposta da Secretaria Municipal de Saúde

A Secretaria Municipal de Saúde informou que realizou mais de 9.850 vistorias em imóveis e 490 inspeções em depósitos que poderiam servir de criadouros do mosquito na região de Santa Teresa. Segundo a pasta, o fumacê tem circulado pelo bairro e todos os casos estão sendo monitorados, sem registros graves até o momento.

A situação em Santa Teresa reflete um desafio maior de saúde pública no Rio de Janeiro, exigindo ações coordenadas entre poder público e comunidade para conter a proliferação do Aedes aegypti e reduzir os impactos dessas doenças na população.

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