Canetas emagrecedoras paraguaias viram contrabando e causam internação grave no Brasil
Canetas emagrecedoras paraguaias causam internação grave no Brasil

Canetas emagrecedoras paraguaias viram contrabando e causam internação grave no Brasil

Se você não está usando, com certeza conhece alguém — ou o amigo de um amigo. As chamadas canetas emagrecedoras se tornaram uma verdadeira febre no Brasil, conquistando milhares de pessoas em busca de soluções rápidas para perda de peso. Essa moda não ficou restrita às fronteiras nacionais e chegou com força também ao Paraguai, onde a comercialização desses produtos ganhou um novo e perigoso capítulo.

Contrabando e riscos à saúde

O problema é que os medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, princípios ativos comuns nessas canetas, se tornaram alvo de um intenso contrabando. Brasileiros estão atravessando a fronteira em busca de preços mais baixos, ignorando completamente a ausência de registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a falta de qualquer controle de qualidade sobre esses produtos.

Essa prática representa um risco muito grave à saúde, que já virou caso de polícia. Um exemplo alarmante é o de uma brasileira de Belô Horizonte, que está internada em estado grave depois de usar uma caneta emagrecedora adquirida no Paraguai. Esse caso ilustra os perigos reais associados ao consumo desses medicamentos sem supervisão médica adequada.

Apreensões milionárias e debate especializado

As autoridades brasileiras estão em alerta. Só no ano passado, a Receita Federal apreendeu mais de 30 mil canetas emagrecedoras, com um valor total estimado em impressionantes 32 milhões de reais. Esses números destacam a escala do problema e a urgência em combater esse mercado ilegal.

Para discutir essa questão complexa, Renata Capucci recebeu em um episódio especial o repórter investigativo Giovanni Grizotti e o Dr. Felipe Gaia, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - Regional São Paulo. Eles abordaram os riscos à saúde, as implicações legais e a necessidade de conscientização pública sobre os perigos desses produtos não regulamentados.

Em resumo, a busca por soluções rápidas para emagrecimento está levando muitos brasileiros a arriscar a saúde com produtos contrabandeados, sem qualquer garantia de segurança ou eficácia. É um alerta para que a população priorize a saúde e consulte profissionais qualificados antes de adotar qualquer tratamento médico.