Campinas confirma primeira morte por febre maculosa em 2026; vítima é idoso de 74 anos
Campinas confirma 1ª morte por febre maculosa em 2026

A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, confirmou nesta segunda-feira (18) o primeiro óbito por febre maculosa no ano de 2026. A vítima foi um homem de 74 anos, residente na área de abrangência do Centro de Saúde Santa Rosa, localizado na região do Campo Grande. A informação foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde.

Detalhes do caso

O idoso apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 15 de abril. Ele foi atendido em um hospital público da rede municipal e faleceu no dia 21 do mesmo mês. De acordo com a prefeitura, a provável infecção ocorreu na própria região onde o homem residia. Ele costumava realizar atividades de jardinagem em áreas próximas a vegetação e cursos d'água, ambientes considerados de alto risco para a transmissão da febre maculosa.

O Centro de Saúde Santa Rosa atende bairros como Jardim Santa Rosa, Chácaras Cruzeiro do Sul, Jardim Sul América, Núcleo Residencial Santa Rita, Condomínio Bom Jesus de Pirapora e Condomínio Recreio do Leblon, além das áreas rurais Colinas Verdes, Colinas Azuis e Recanto do Mineiro.

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Histórico da doença em Campinas

Em 2025, Campinas registrou seis casos de febre maculosa, todos evoluindo para óbito. A região é considerada endêmica para a doença devido às características ambientais favoráveis à presença do carrapato-estrela (Amblyomma), transmissor da bactéria causadora da enfermidade.

Alerta para o período de maior risco

A Secretaria de Saúde alerta que o período de maior risco de transmissão da febre maculosa começa em junho e se estende até novembro. Nessa época, há uma maior incidência das formas jovens do carrapato-estrela, que são menos seletivas na escolha de hospedeiros, aumentando a chance de infestação em seres humanos.

A febre maculosa é uma doença infecciosa grave, com alta taxa de letalidade, especialmente quando não tratada precocemente. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e manchas avermelhadas pelo corpo. A recomendação das autoridades de saúde é que moradores e visitantes de áreas de risco evitem contato com vegetação densa, usem roupas claras e compridas e apliquem repelentes. Em caso de sintomas, a busca por atendimento médico deve ser imediata.

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