O atestado de óbito do fisiculturista Gabriel Ganley, encontrado morto no último sábado (23) aos 22 anos, revela que a causa da morte foi uma parada cardíaca decorrente de uma cardiomiopatia hipertrófica. A doença, caracterizada pelo aumento da espessura do músculo cardíaco, compromete o bombeamento de sangue e pode desencadear arritmias fatais.
Carreira e popularidade
Gabriel Ganley conquistou uma legião de seguidores graças ao seu carisma e dedicação ao fisiculturismo. Com 1,7 milhão de fãs apenas em uma rede social, ele compartilhava sua rotina de treinos e alimentação. A vizinha Adriana Moura lembra: “Ele era muito educado, sempre atendia os fãs com simpatia”.
Doença cardíaca e anabolizantes
Segundo médicos, a cardiomiopatia hipertrófica pode ter origem genética, mas também está associada ao uso de esteroides anabolizantes. Inicialmente, Gabriel praticava fisiculturismo natural, mas há cerca de um ano passou a utilizar anabolizantes abertamente. A cardiologista Cristina Milagre explica: “O anabolizante age em todos os músculos, inclusive no coração, causando hipertrofia que pode levar à morte súbita”.
Riscos da insulina
Em uma postagem, Gabriel relatou problemas após usar insulina como parte do treinamento. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia alerta que a insulina só deve ser usada para diabetes; fora isso, há risco de hipoglicemia grave. A endocrinologista Andrea Fioretti complementa: “A combinação de insulina com esteroides anabolizantes é extremamente perigosa”.
Investigação policial
A morte de Gabriel foi registrada como suspeita e está sob investigação. Ainda aguarda-se os laudos do Instituto Médico Legal, incluindo o exame toxicológico. No domingo (24), a mãe do jovem escreveu: “Gabriel foi um meteoro, movido pelo amor ao esporte e aos fãs”.



