A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Aracaju divulgou, nesta quarta-feira (20), o terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, apontando que quatro bairros da capital sergipana apresentam alto índice de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Realizado entre os dias 4 e 8 de maio, o levantamento identificou um crescimento progressivo da infestação ao longo do ano. Em janeiro, o índice era de 0,9%; em março, subiu para 1,2%; e neste mês alcançou 1,9%. Dos 42 bairros avaliados, 18 apresentaram baixo risco, 26 ficaram em médio risco e quatro registraram alto risco: Cirurgia (índice de 9,4), Cidade Nova (6,5), Santo Antônio (4,5) e Grageru (4,0).
Fatores que contribuem para o aumento
A coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, explicou que fatores climáticos e o armazenamento doméstico de água têm contribuído diretamente para o aumento da infestação. “Os meses de março e abril marcam o início do período de chuvas em Sergipe, cenário que favorece o acúmulo de água e acelera o ciclo reprodutivo do mosquito”, pontuou.
O levantamento também identificou os principais criadouros: lavanderias, caixas d’água destampadas, tonéis e recipientes para armazenamento de água representam 40,4% dos focos encontrados. Já vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso correspondem a 39,9% dos criadouros.
Casos registrados e ações de combate
Entre março e abril deste ano, a SMS registrou 13 casos de dengue, seis casos de chikungunya e nenhum caso confirmado de zika vírus em Aracaju. Como resposta aos índices elevados, a SMS intensificou as ações nos bairros com maior incidência, com mutirões de equipes de combate às endemias nos quarteirões mais críticos, bloqueios e reforço integrado entre equipes regionais.
A população deve colaborar eliminando possíveis criadouros, como recipientes que acumulam água parada, e permitindo a entrada dos agentes de endemias em suas residências para vistorias e orientações.



