Acre registra queda de 81% nos casos prováveis de dengue no primeiro trimestre de 2026
Acre tem queda de 81% em casos de dengue no primeiro trimestre

Acre registra queda expressiva de 81% nos casos prováveis de dengue no primeiro trimestre de 2026

O estado do Acre apresentou uma redução significativa de 81% nos casos prováveis de dengue durante o primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde, entre janeiro e março deste ano, foram registrados 1.136 casos prováveis, enquanto em 2025, o número chegou a 6.005 diagnósticos nesse mesmo recorte temporal.

Municípios com maior incidência e perfil epidemiológico

Entre os municípios que mais registraram casos prováveis da doença em 2026, destacam-se Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Xapuri. Essas localidades continuam a enfrentar desafios no controle da dengue, mesmo com a queda geral no estado. É importante ressaltar que casos prováveis são utilizados no monitoramento baseado em sintomas e histórico epidemiológicos, mas ainda sem confirmação laboratorial definitiva.

Até o término da semana epidemiológica 13, que corresponde ao último sábado, dia 4 de abril, não houve registros de mortes por dengue no Acre. O balanço também revela que o total provável de infectados foi de 53% do sexo masculino e 47% do sexo feminino. O público de 20 a 29 anos foi o que mais apresentou ocorrências, com 108 casos entre homens e 117 entre mulheres.

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Comparação mensal e contexto histórico

Março de 2026 foi o mês com o maior número de casos prováveis neste ano, totalizando 415 diagnósticos. No entanto, esse valor representa uma baixa considerável de 70% em relação a março de 2025, quando foram registrados 1.387 casos. Em contraste, o ano de 2025 terminou com mais de 7 mil casos confirmados de dengue e 5 óbitos causados pela doença no Acre.

Na época, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) informou que houve um aumento de aproximadamente 50% nos casos de dengue, ultrapassando a marca de 7,5 mil infecções confirmadas. Essa melhora em 2026 pode ser atribuída a campanhas de prevenção e medidas de controle vetorial, mas especialistas alertam para a necessidade de vigilância contínua.

Sintomas e medidas de prevenção

A dengue se manifesta com sintomas como febre alta acima de 38ºC, dores de cabeça, no corpo e mal-estar geral. Após a picada do mosquito Aedes aegypti, os sintomas podem aparecer entre 2 a 10 dias. Outras manifestações incluem cansaço, dor nas articulações, dor atrás dos olhos, vermelhidão na pele, náuseas, vômito e diarreia.

Para evitar a proliferação do mosquito, é fundamental eliminar qualquer reservatório de água parada sem proteção em casa. Recomenda-se colocar areia no prato das plantas ou trocar a água semanalmente, além de esfregar os recipientes para remover os ovos do mosquito. Medidas simples como essas podem contribuir significativamente para a redução dos casos.

Riscos associados e alertas para o inverno amazônico

Mesmo com a queda nos números da dengue, durante o inverno amazônico, que deve se estender até maio, há risco de aumento de outras doenças. Entre elas, destacam-se a leptospirose e arboviroses como zika e chikungunya, que possuem sintomas semelhantes aos da dengue. A população deve manter os cuidados preventivos e buscar atendimento médico ao apresentar quaisquer sinais de infecção.

A vigilância epidemiológica e a colaboração da comunidade são essenciais para sustentar a redução observada e proteger a saúde pública no Acre. Continuar monitorando os dados e implementando ações eficazes será crucial para enfrentar futuros desafios relacionados a doenças transmitidas por mosquitos.

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