Mito Perigoso: Por Que Pessoas Magras Não Estão Imunes a Doenças do Coração
Magreza não imuniza contra riscos cardíacos

Parece um contrassenso, não é? Aquela pessoa com o corpo esguio, que nunca precisou se preocupar com a balança, pode estar navegando numa fria sem nem desconfiar. A gente teima em achar que os problemas cardíacos são uma exclusividade daqueles que lutam contra a balança, mas a realidade, veja bem, é bem mais traiçoeira.

O Hospital Cardiológico Constantini, referência no Paraná, está batendo forte nessa tecla. Eles veem diariamente casos que desafiam o senso comum. Pessoas aparentemente saudáveis, com IMC perfeito, chegando com queixas sérias no coração. É um daqueles alertas que a gente não pode simplesmente ignorar.

O que realmente importa para o seu peito?

Focar só no peso é como olhar para o dedo e não ver a lua. Os médicos explicam que existem vilões muito mais sorrateiros do que uns quilinhos a mais. A genética, aquela herança de família que a gente não escolhe, tem um papel colossal. Se seus avós ou pais tiveram problemas cardiovasculares, é como carregar uma espada de Dâmocles sobre a cabeça – o risco sobe consideravelmente.

E o estilo de vida? Ah, isso é uma mina terrestre. Você pode ser magro como um palito, mas se sua alimentação é uma bagunça – cheia de industrializados, gorduras trans e açúcar – e sua ideia de exercício é levantar o controle remoto, sinto muito. Suas artérias não estão nem um pouco impressionadas com seu manequim P.

Os exames que não mentem

É aí que a coisa fica séria. A pressão arterial e o colesterol são dois traiçoeiros silenciosos. Eles não escolhem corpo. Você pode estar num manequim 36 e ter a pressão lá em cima ou o colesterol nas alturas. Sem fazer exames regularmente, você está literalmente apostando na loteria da saúde – e as odds não são nada boas.

E não vamos esquecer do estresse, esse mal do século. Ele é um combustível poderosíssimo para inflamações no corpo, que por sua vez são um prato cheio para problemas cardíacos. O cortisol alto faz um estrago danado, e adivinha? Ele não discrimina magros e gordos.

Desmontando a ilusão do "magro e saudável"

Existe um conceito, tão perigoso quanto comum, chamado de "magro metabolicamente obeso". Soa estranho, né? Mas é basicamente isso: o indivíduo tem um peso considerado normal, mas por dentro, metabolicamente falando, é uma verdadeira bagunça. Resistência à insulina, acúmulo de gordura visceral (aquela que fica escondida, abraçando os órgãos)... é uma bomba-relógio.

Isso desfaz por completo aquele velho preconceito de que só quem está acima do peso precisa se cuidar. Cuidar da saúde é um dever de todos, independentemente do número que aparece na balança. É uma questão de responsabilidade consigo mesmo.

O caminho para a verdadeira proteção

Então, qual é a saída? Abandonar a tirania da balança e adotar hábitos que realmente fazem a diferença. A equipe do Constantini é enfática:

  • Alimentação de verdade: Esqueça as dietas malucas. Foque em comida de verdade, colorida, rica em fibras e nutrientes.
  • Mexa-se, pelo amor de Deus: Não precisa virar um atleta olímpico. Uma caminhada vigorosa, uma dança, qualquer coisa que tire você do sofá já é um grande começo.
  • Check-up não é opção: É obrigação. Faça exames regularmente. Conheça seus números: pressão, colesterol, glicemia.
  • Mente sã, corpo são: Cuide da sua saúde mental. Estresse crônico é um veneno para o coração.

No final das contas, a mensagem é clara: saúde não se mede em centímetros ou quilos. Ela se mede em hábitos, em cuidados diários e, principalmente, em consciência. Paranaense que é paranaense já sabe: prevenir é sempre melhor – e mais barato – do que remediar. Não caia na armadilha do espelho. Sua saúde cardiovascular agradece.