Menina de Jundiaí supera leucemia após dois anos de batalha com quimioterapia
Uma família de Jundiaí, no interior de São Paulo, vive um momento de profunda celebração e alívio. Após dois anos intensos de tratamento, a pequena Ísis Modenezi, de apenas cinco anos, concluiu sua última sessão de quimioterapia, marcando o fim de uma longa jornada contra a leucemia. Diagnosticada quando tinha três anos, a menina enfrentou inúmeros desafios, mas hoje sua história é um testemunho de coragem e superação.
O início dos sintomas e o diagnóstico que mudou tudo
Os primeiros sinais da doença surgiram em dezembro de 2023, após um quadro de escarlatina. Bruna Müller Modenezi, mãe de Ísis e médica, relembra com detalhes os momentos que antecederam o diagnóstico. "Realizamos um hemograma que veio com um pouco de anemia e plaquetas mais baixas que o normal", conta Bruna. A menina iniciou tratamento com antibióticos, mas após 13 dias, os sintomas pioraram drasticamente.
"Ela voltou a apresentar febre muito alta, muita dor de cabeça e decaimento do estado geral. Foi quando já deslocamos com ela para a emergência", relata a mãe. No dia 31 de dezembro de 2023, a família recebeu a notícia que transformaria suas vidas: o diagnóstico de leucemia. Naquele momento, como descreve Bruna, "nosso mundo desmoronou, ficamos sem chão e com a maior sensação de impotência que já havíamos sentido em toda a vida".
Dois anos de tratamento intensivo e desafios constantes
Ísis iniciou imediatamente um rigoroso protocolo de quimioterapia, dividido em quatro fases com intensidade ajustada conforme o risco. O tratamento durou exatamente dois anos e foi realizado em um hospital especializado na capital paulista. Durante esse período, a menina foi submetida a diversos procedimentos médicos invasivos, incluindo biópsias, punções de medula óssea e punções lombares.
Felizmente, Ísis respondeu bem aos ciclos de quimioterapia e não precisou passar por cirurgia. No entanto, o caminho foi repleto de obstáculos. A pequena paciente precisou ser internada várias vezes na Unidade de Terapia Intensiva devido a complicações graves da doença. "O cuidado principal foi o isolamento, essa parte foi extremamente difícil, porém necessária", explica Bruna.
A menina ficou seis meses sem contato com primos e amigos, teve o convívio com outros familiares drasticamente reduzido e precisou restringir severamente sua alimentação. Entre as privações, estava o morango, sua fruta preferida, que precisou ser eliminada da dieta durante o tratamento.
A celebração da última quimioterapia e o recomeço
No dia 31 de dezembro de 2025, exatamente dois anos após o diagnóstico, ocorreu a tão aguardada última sessão de quimioterapia. Para marcar esse momento histórico, a família publicou um vídeo emocionante nas redes sociais, que rapidamente alcançou quase 100 mil visualizações, demonstrando como a história de Ísis tocou corações.
Bruna descreve a emoção desse dia com palavras que traduzem a magnitude da conquista: "Vivemos pela chegada desse dia. E quando ele chegou, o principal sentimento foi de gratidão, de olhar para trás e ver o quanto fomos sustentados por Deus, um alívio profundo, emoção, choro contido e a sensação de ter atravessado uma guerra inteira".
A mãe completa, refletindo sobre a jornada: "Foi o fechamento de um ciclo duro, vencido com fé, coragem e muita resiliência. A Ísis nos mostrou o verdadeiro significado de bravura: mesmo pequena, foi gigante em coragem. A nossa história agora carrega cicatrizes, mas também testemunhos. E seguimos, com fé, certos de que o amor venceu".
Agora, com o tratamento concluído, Ísis e sua família podem finalmente planejar um futuro sem as restrições impostas pela doença. A história dessa menina de Jundiaí serve como inspiração e lembrete poderoso da importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e, acima de tudo, da força que reside nas pequenas grandes guerreiras que enfrentam o câncer infantil com uma coragem que desafia a idade.