Morre Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food, aos 76 anos
Morre Carlo Petrini, fundador do Slow Food, aos 76

O italiano Carlo Petrini, fundador do movimento 'Slow Food', que defende a culinária tradicional de qualidade e a agricultura sustentável, morreu aos 76 anos. O anúncio foi feito por sua organização nesta sexta-feira (22). Segundo o movimento, Petrini faleceu na noite de quinta-feira (21) em sua casa na cidade de Bra, em Piemonte, no norte da Itália.

Trajetória do fundador do Slow Food

Jornalista e escritor, Petrini fundou o movimento em 1986 como forma de protesto contra a abertura dos primeiros restaurantes de fast food no país. Desde então, o Slow Food se expandiu para 160 países, com a missão de promover a biodiversidade e incentivar um modelo alimentar saudável, que respeite o meio ambiente e as culturas locais.

Em uma entrevista à AFP em 2016, Petrini afirmou: 'O trabalho mais importante do Slow Food foi devolver o conceito de gastronomia à sua forma holística e multidisciplinar. A ideia de gastronomia como algo reduzido a receitas e estrelas Michelin é muito limitada.'

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Legado e visão

Em comunicado sobre sua morte, o Slow Food o descreveu como um 'visionário' que 'deu vida a um movimento global enraizado nos valores de uma alimentação boa, limpa e justa para todos'. A organização citou sua famosa frase: 'Quem planta utopia colhe realidade' como um resumo de sua vida. 'Ele acreditava de maneira veemente que os sonhos e as visões, quando são justos, capazes de inspirar a participação coletiva e perseguidos com convicção, não são impossíveis de alcançar', declarou o movimento.

Além de sua atuação no Slow Food, Petrini fundou a rede internacional 'Terra Madre' para a agricultura sustentável e a Universidade de Ciências Gastronômicas em Pollenzo, que forma profissionais comprometidos com a alimentação consciente.

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