O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) submeteu-se nesta segunda-feira (25) a um procedimento de radioterapia superficial no couro cabeludo, conforme informou o Hospital Sírio-Libanês. A intervenção foi classificada como preventiva e complementar à retirada de um câncer de pele realizada anteriormente.
Detalhes do tratamento
De acordo com o hospital, o presidente manterá suas atividades diárias sem restrições, sob acompanhamento médico. O procedimento ocorreu na unidade de Brasília. Interlocutores do presidente revelaram que serão 15 sessões, cada uma com dois minutos de duração, distribuídas ao longo de três semanas.
Retirada do câncer de pele
A remoção do tumor ocorreu em 24 de abril, em São Paulo. Na ocasião, a dermatologista Cristina Abdala explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, o tipo mais comum de câncer de pele, geralmente causado pela exposição crônica ao sol. "É uma lesão localizada, não se espalha. O máximo que pode ocorrer são pequenas feridas. Ele já vinha acompanhando há algum tempo e resolveu retirar. Isso não implica mau prognóstico", afirmou.
O médico Roberto Kalil Filho acrescentou que a remoção era necessária: "Quando cresce, precisa ser retirada, senão continua crescendo, não cicatriza e sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção".
Histórico de procedimentos
Em fevereiro deste ano, Lula já havia passado por uma cauterização simples para tratar uma queratose (ou ceratose), um espessamento da camada mais superficial da pele. O procedimento durou pouco mais de um minuto e foi realizado em uma clínica dermatológica em São Paulo.
A dermatologista Maria Augusta Maciel, do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que "queratose é um termo amplo usado para descrever alterações na pele em que há um distúrbio no processo de queratinização, ou seja, na forma como as células da epiderme produzem e organizam a queratina, a proteína da camada mais superficial".



