'Baby gaps': dieta restritiva pode gerar risco nutricional em bebês
'Baby gaps': dieta restritiva gera risco nutricional

O que é o protocolo 'baby gaps'?

O protocolo 'baby gaps' é um método de introdução alimentar que tem ganhado destaque nas redes sociais. Ele propõe a restrição de alimentos como frutas, leguminosas e grãos na dieta dos recém-nascidos, com o objetivo de prevenir alergias. No entanto, especialistas alertam que essa prática pode trazer sérios riscos à saúde dos bebês.

Riscos nutricionais apontados por pediatra

A pediatra Fabíola Suano destacou que a dieta restritiva pode causar deficiências nutricionais importantes. Segundo a médica, a restrição de grupos alimentares essenciais compromete o desenvolvimento infantil, podendo levar a quadros de desnutrição e carência de vitaminas e minerais. Ela reforça que não há evidências científicas que comprovem a eficácia do protocolo na prevenção de alergias.

Alimentos restritos e consequências

Entre os alimentos proibidos no 'baby gaps' estão frutas, leguminosas (como feijão e lentilha) e grãos (como arroz e aveia). Esses itens são fontes importantes de carboidratos, proteínas, fibras e micronutrientes. A ausência deles na alimentação infantil pode afetar o crescimento, o sistema imunológico e a saúde intestinal dos bebês.

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Recomendação de especialistas

A Sociedade Brasileira de Pediatria e outras entidades médicas não recomendam o uso do protocolo 'baby gaps'. A orientação é que a introdução alimentar seja feita de forma gradual e diversificada, respeitando as necessidades nutricionais de cada fase do desenvolvimento. Pais e responsáveis devem buscar orientação de profissionais de saúde antes de adotar qualquer dieta restritiva para bebês.

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