Antialérgico de segunda geração: quando usar e quais os benefícios
Antialérgico de segunda geração: benefícios e uso

Se você já enfrentou uma crise alérgica, sabe como ela pode atrapalhar o dia. Espirros constantes, nariz entupido, coceira e noites mal dormidas são comuns. Esses sintomas costumam surgir justamente quando você precisa estar bem. Por isso, um tratamento que não cause sono ou indisposição faz toda a diferença. É pensando nisso que os médicos recomendam os antialérgicos de segunda geração.

Características do antialérgico de segunda geração

Os antialérgicos, também chamados de anti-histamínicos, são medicamentos que controlam reações alérgicas ao bloquear a histamina, substância liberada pelo corpo em contato com alérgenos. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), esses remédios são divididos em duas categorias: primeira e segunda geração.

O antialérgico de segunda geração é o mais usado atualmente porque causa menos sono. Ele age de forma mais direcionada, sem afetar tanto o sistema nervoso central, proporcionando mais conforto para uso diurno. É indicado para:

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  • Rinite alérgica
  • Urticária
  • Coceiras na pele
  • Reações alérgicas em geral

Entre os mais conhecidos estão medicamentos com loratadina, fexofenadina e desloratadina.

Primeira geração versus segunda geração

De acordo com a ASBAI, a principal diferença está nos efeitos colaterais e no modo de ação. Os de primeira geração são eficazes, mas causam mais sono e podem prejudicar a concentração. Já os de segunda geração foram desenvolvidos para reduzir esses efeitos.

  • Primeira geração: causa bastante sonolência, interfere na atenção e tem efeito mais curto.
  • Segunda geração: causa pouco ou nenhum sono, dura mais tempo no organismo e é mais confortável para uso contínuo.

Essa evolução tornou os medicamentos mais novos a escolha comum para alergias frequentes.

Quem deve tomar o antialérgico de segunda geração?

É indicado para quem sofre de alergias recorrentes ou precisa controlar sintomas sem atrapalhar a rotina. Medicamentos como o Allegra são bastante usados por aliviarem os sintomas sem provocar sonolência intensa. Em alguns casos, o uso contínuo é necessário, mas sempre com orientação médica.

Quem não pode tomar o medicamento?

Apesar de ser mais seguro, o antialérgico de segunda geração requer atenção em alguns casos. Pessoas que precisam de avaliação antes do uso incluem:

  • Crianças pequenas (dependendo do medicamento)
  • Gestantes ou mulheres que amamentam
  • Pessoas com problemas no fígado ou rins
  • Quem já teve reação a algum componente da fórmula

Mesmo sendo moderno, o ideal é usar com orientação de um profissional de saúde, especialmente se o uso for frequente.

Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895

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