Família denuncia contaminação em hemodiálise após morte de jovem em São Gonçalo
Morte após hemodiálise: família denuncia contaminação em São Gonçalo

Família exige respostas sobre morte de jovem após sessão de hemodiálise em São Gonçalo

Sete meses após o falecimento de Bruno Rodrigues Ventura dos Santos, de apenas 29 anos, sua família continua em busca de justiça e responsabilização pelo ocorrido. O jovem morreu após uma sessão de hemodiálise realizada em uma clínica particular localizada em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Internação prolongada e suspeita de contaminação

Bruno ficou internado por 18 dias em estado grave, mas não resistiu às complicações decorrentes do procedimento. Imagens de segurança obtidas durante as investigações mostram o momento exato em que ele passa mal durante o atendimento médico. A principal linha de investigação aponta para uma possível contaminação por ácido peracético, substância química utilizada na limpeza dos equipamentos de hemodiálise.

A suspeita é de que uma falha operacional durante o processo de higienização tenha levado à exposição do paciente ao produto químico, causando sérios danos à sua saúde. O caso, que inicialmente foi registrado como lesão corporal por imperícia, deve ter sua tipificação alterada para refletir a gravidade do desfecho fatal.

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Investigações em fase final com acompanhamento do Ministério Público

A 72ª Delegacia de Polícia de São Gonçalo está conduzindo as investigações, que se encontram em fase final. O Ministério Público do Rio de Janeiro acompanha de perto todo o desenrolar do caso, pressionando por esclarecimentos e medidas cabíveis. Um detalhe preocupante revelado durante as apurações é que a clínica onde ocorreu o atendimento estava com o certificado de regularidade vencido desde junho de 2025, levantando questões sobre a fiscalização e condições de funcionamento do estabelecimento.

Após o incidente, todos os pacientes que realizavam tratamentos no local foram transferidos para outras unidades de saúde. A clínica recebeu orientações para implementar melhorias em seus protocolos de segurança e higiene. Paralelamente, o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro abriu uma sindicância para apurar possíveis irregularidades na conduta profissional da equipe médica envolvida.

Família denuncia negligência e cobra responsabilização

Os familiares de Bruno não poupam críticas à forma como o caso tem sido tratado. Eles denunciam negligência por parte da equipe da clínica e exigem que todos os responsáveis sejam devidamente punidos. A dor da perda se mistura com a frustração diante da lentidão das investigações, que já se estendem por mais de meio ano.

A busca por justiça tornou-se uma missão para a família, que espera que o desfecho do caso sirva como alerta para evitar que outras pessoas passem por situações semelhantes. A tragédia evidencia falhas críticas em um sistema de saúde que deveria priorizar a segurança e o bem-estar dos pacientes acima de tudo.

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