Médico cardiologista de Sorocaba lança obra que propõe reintegração entre ciência e espiritualidade na prática clínica
O médico Fábio Guerra, cardiologista atuante em Sorocaba, acaba de lançar seu mais recente livro intitulado “Curas da Alma – A Espiritualidade na Medicina”, obra que já está disponível em pré-venda através das principais plataformas online. A publicação surge em um momento crucial para a saúde brasileira, propondo uma reflexão profunda sobre como a dimensão espiritual pode coexistir harmoniosamente com a prática científica na medicina contemporânea.
Humanização versus mecanização no atendimento médico
Em entrevista exclusiva, Dr. Fábio Guerra destacou que a pandemia de Covid-19 intensificou dramaticamente um fenômeno que já vinha se desenvolvendo no sistema de saúde: a progressiva mecanização do atendimento. Segundo o especialista, profissionais da área foram submetidos a jornadas excessivas e condições precárias, resultando em uma visão fragmentada dos pacientes.
“Os pacientes passaram a ser vistos como órgãos, números e diagnósticos. O olhar humano perdeu espaço, lamentavelmente. Algo essencial acabou ficando em segundo plano, que é a compreensão do ser humano como uma totalidade”, afirma o médico, que atua há anos na área cardiovascular.
Pesquisa revela realidade do SUS e necessidade de mudanças
Um estudo realizado em 2025 pelo Instituto Locomotiva, que entrevistou aproximadamente 100 milhões de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciou que o Brasil ainda enfrenta desafios estruturais graves na área da saúde. Filas extensas para exames, consultas e cirurgias continuam sendo realidade para milhões de brasileiros, criando um cenário onde pacientes muitas vezes não encontram o suporte necessário durante o atendimento médico.
Dr. Guerra contextualiza: “É justamente nesse cenário que aparecem dois lados: o dos profissionais exaustos, que continuam cuidando mesmo quando já não sabem onde apoiar suas próprias dores, e o dos pacientes feridos, desconfiados e também endurecidos pela vida, buscando alívio, mas encontrando barreiras quando mais precisam ser cuidados”.
Espiritualidade como dimensão humana, não religiosidade
O cardiologista faz uma distinção fundamental em sua obra: espiritualidade não se confunde com religiosidade ou doutrina específica. Trata-se, segundo ele, da dimensão que permite ao indivíduo encontrar sentido e coragem diante dos desafios e sofrimentos inerentes à condição humana.
O livro resgata valores fundamentais da prática clínica que, segundo o autor, foram perdendo espaço ao longo do tempo: escuta ativa, presença genuína e compaixão. Dr. Guerra argumenta que a formação médica tradicional estabeleceu uma separação rígida entre corpo e subjetividade em um esforço legítimo para tornar a medicina mais objetiva e científica, mas que essa fragmentação não corresponde à realidade humana integral.
Perfil do autor e abordagem integrativa
Dr. Fábio Guerra (CRM-SP 216701) possui formação complementar em Cardiologia e Medicina do Tráfego, além de MBA em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Atualmente, realiza formação acadêmica em Psiquiatria e Saúde Mental, ampliando sua abordagem integrativa no cuidado ao paciente. É membro da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e participa regularmente de cursos, congressos e treinamentos no Brasil e exterior.
Além de “Curas da Alma – A Espiritualidade na Medicina”, o médico é autor de outras obras que abordam a interface entre ciência e comportamento humano, incluindo “Vidas Conectadas – O Impacto das Telas na Saúde Mental e Física” e “Benefícios Cardiovasculares e Saúde Mental no Esporte – Como a Conexão com os Cavalos Promove Bem-estar Físico e Emocional”.
Público-alvo e impacto esperado
A obra é indicada para um amplo espectro de leitores:
- Profissionais da saúde em todas as especialidades
- Estudantes de medicina e áreas afins
- Gestores de serviços de saúde
- Pesquisadores interessados em humanização
- Qualquer pessoa que busca compreender como a dimensão espiritual pode transformar a vivência do adoecimento
O livro promete reacender um debate necessário no cenário médico brasileiro, propondo uma prática clínica que não apenas trata doenças, mas acolhe pessoas em sua totalidade existencial.



