A Faculdade de Medicina do ABC está recrutando voluntárias para a fase final de testes de um inovador exame de sangue capaz de rastrear o câncer de mama. O estudo, denominado 'Rosalind Test', foi desenvolvido por pesquisadores da instituição em São Paulo e busca mulheres entre 30 e 80 anos, sem histórico da doença, para participar da etapa de validação em larga escala.
Como participar da pesquisa
As interessadas devem preencher um formulário online, disponível neste link, com informações básicas como nome completo, data de nascimento e histórico de saúde, incluindo se já realizaram mamografia ou receberam diagnóstico de câncer de mama. Após o cadastro, a equipe de pesquisa entrará em contato para agendar a participação.
O exame inovador
O 'Rosalind Test' funciona como um exame de sangue comum, mas é capaz de identificar biomarcadores específicos relacionados ao câncer de mama. O projeto teve início há mais de dez anos, como uma pesquisa de mestrado, e hoje apresenta precisão superior a 90%, segundo os pesquisadores. Mais de 1,4 mil mulheres já participaram das etapas anteriores.
Fase de vida real
A pesquisa agora entra na chamada fase de 'vida real', na qual o teste será aplicado em larga escala, em mulheres com diferentes perfis. A meta é incluir mais 5 mil voluntárias até o fim de 2024. Uma das participantes, identificada como Carol, de 36 anos, realizou o teste em 2024 e recebeu um sinal de alerta que levou a uma investigação médica precoce.
Expectativa de disponibilidade
Os pesquisadores esperam que o exame esteja disponível para a população entre o fim de 2027 e o começo de 2028. Atualmente, o rastreamento com mamografia pelo SUS é indicado principalmente para mulheres de 50 a 69 anos, mas o Ministério da Saúde começou a ampliar o acesso a partir dos 40 anos, mediante avaliação médica.
Importância da detecção precoce
O câncer de mama é um dos tipos que mais matam mulheres no Brasil, com cerca de 20 mil óbitos anuais, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O diagnóstico tardio é um dos principais desafios, e os pesquisadores alertam que os casos têm aparecido cada vez mais cedo, reforçando a necessidade de métodos de rastreamento mais acessíveis e precoces.



