O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “tudo saiu perfeitamente” no seu check-up realizado nesta terça-feira, 26. Esta foi a sua terceira visita ao médico em pouco mais de um ano, o que intensificou as especulações sobre o estado de saúde do republicano, que completará 80 anos em junho.
Check-up no Hospital Militar Walter Reed
A nova rodada de exames foi conduzida no Hospital Militar Walter Reed, localizado próximo a Washington. Durante a campanha eleitoral, Trump frequentemente se vangloriou de seu vigor físico e cognitivo em comparação com o ex-presidente Joe Biden, que na época tinha 81 anos. Biden abandonou a corrida eleitoral sob pressão de democratas, após sucessivos episódios de confusão mental e tropeços em compromissos públicos.
Atualmente, Trump é o homem mais velho a ocupar o Salão Oval na história dos Estados Unidos. As críticas que antes eram direcionadas a Biden agora se voltam contra ele.
Rumores e especulações sobre a saúde
Os rumores sobre a saúde de Trump aumentaram em outubro, quando ele visitou o hospital sem aviso prévio. Além das consultas frequentes, o presidente apareceu em eventos públicos com hematomas nas mãos, chamando a atenção de usuários da internet. A comoção foi tão grande que a Casa Branca emitiu uma declaração oficial, explicando que a intensa rotina de apertos de mão do presidente seria a principal causa dos machucados. Segundo a nota, a pele de Trump ficou mais sensível devido ao uso diário de aspirina, que tem ação antiagregante plaquetária, popularmente conhecida por “afinar o sangue”, prevenindo eventos graves como infartos.
No entanto, médicos independentes questionaram por que os hematomas aparecem predominantemente na mão esquerda, já que Trump é destro.
Inchaço nos tornozelos e insuficiência venosa
Outro episódio que gerou alvoroço nas redes sociais foi quando usuários notaram um inchaço incomum nos tornozelos do presidente. Em julho do ano passado, a Casa Branca admitiu que Trump havia desenvolvido insuficiência venosa crônica, uma doença leve, mas crônica, relacionada à sua idade. Essa foi uma rara admissão pública de um problema de saúde. Médicos independentes consideraram estranho que essa condição não tivesse sido mencionada no relatório médico divulgado em abril de 2025, levantando a possibilidade de um diagnóstico mais grave, como edema agudo, que pode levar à insuficiência cardíaca congestiva.
Opinião pública em queda
A desconfiança parece estar crescendo entre os americanos. Uma pesquisa do Washington Post/ABC News/Ipsos, realizada no mês passado, revelou que apenas 40% dos americanos acreditam que o presidente tem clareza mental suficiente para ocupar o cargo. Esse número representa uma queda em relação aos 47% registrados em setembro do ano anterior. Além disso, 44% dos entrevistados afirmaram acreditar que Trump possui a saúde física necessária para o cargo, uma queda de dez pontos percentuais em relação à pesquisa anterior.
A Casa Branca costuma publicar um resumo dos exames físicos do presidente em um período que varia de horas a semanas, mas a quantidade de detalhes divulgados fica a critério do governo dos EUA.



